Condenados pela Justiça em Ribeirão Preto usavam carros de luxo para lavar dinheiro do tráfico
Condenados pela Justiça em Ribeirão usavam carros de luxo para lavar dinheiro do tráfico Dois dos condenados pela Justiça na semana passada por envolvimento em um esquema criminoso de tráfico de cocaína com adição de cafeína usavam carros de luxo para lavar dinheiro proveniente das drogas.
Allan Tadashi, apontado como o chefe do esquema, e Nevanir de Souza Neto, um dos financiadores da quadrilha, mantinham uma conta que recebia as quantias das vendas.
O grupo agiu em Ribeirão Preto (SP) entre os anos de 2019 e 2023.
Segundo as investigações da Polícia Federal, era Nevanir quem negociava na internet a compra e a venda dos carros que ajudariam na lavagem, muitos dos veículos passavam de R$ 1 milhão. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp O dinheiro que entrava no banco era logo ’transformado em drogas’, que depois eram vendidas para traficantes da cidade.
Os lucros do tráfico eram misturados com os lucros dos carros e, deste modo, a quadrilha tentava enganar as autoridades, demonstrando que os valores eram lícitos, prática conhecida como lavagem.
LEIA TAMBÉM Justiça condena 20 pessoas por lavagem de dinheiro com carros de luxo e tráfico de drogas com uso de cafeína Quadrilha que desvia cafeína para produzir mais cocaína é alvo de mandados PF faz buscas em condomínio de luxo por suspeito de comprar cafeína para produzir cocaína Allan Tadashi foi condenado a 34 anos e quatro meses de prisão e Nevanir Neto foi sentenciado a 21 anos, quatro meses e 20 dias.
Além deles, outras 18 pessoas que integravam a quadrilha também foram condenadas.
As penas variam de quatro a 34 anos de prisão e foram determinadas de acordo com a atuação de cada um dos condenados dentro do grupo.
A decisão foi proferida no dia 24 de março.
Allan Tadashi, apontado como o chefe do esquema, e Nevanir de Souza Neto, um dos financiadores da quadrilha que atuava em Ribeirão Preto, SP Reprodução/EPTV Procurada pela EPTV, afiliada da TV Globo, a defesa de Navanir de Souza Neto disse que vai tomar conhecimento da condenação para depois entrar com recurso na Justiça.
Ele está em liberdade porque, ao longo do processo, conseguiu um recurso para deixar a cadeia.
A defesa de Alan Tadashi não deu retorno até a última atualização desta reportagem.
Ele está preso desde 2023, quando a operação foi desmantelada. À época da operação, a PF encontrou com Tadashi a contabilidade do esquema, com documentos com nomes de várias pessoas e valores que, segundo a investigação
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