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Fóssil de 500 milhões de anos mostra pela 1ª vez como eram as garras dos ancestrais de aranhas e escorpiões

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Ilustração mostra como seria o Megachelicerax em vida, com corpo alongado, vários pares de apêndices e garras na parte frontal.

Masato Hattori Um fóssil com meio bilhão de anos preservou, pela primeira vez de forma inequívoca, as garras dos ancestrais de aranhas, escorpiões, carrapatos e outros animais do grupo dos chamados quelicerados.

O espécime pertence a uma nova espécie batizada de Megachelicerax cousteaui e foi descrito em estudo publicado nesta quarta-feira (1º de abril) na revista científica “Nature” por pesquisadores da Universidade Harvard, nos EUA.

A descoberta resolve uma dúvida que perseguia os paleontólogos há décadas: quando e como essas estruturas surgiram.

Os quelicerados — grupo que reúne aranhas, escorpiões, carrapatos, caranquejas-ferradura e aranhas-do-mar — são reconhecidos por ter um par de garras na frente da cabeça, chamadas de quelíceras.

Candidatos a quelicerados do período Cambriano vinham sendo propostos há anos, mas nenhum convencia: as garras que definem o grupo nunca apareciam preservadas nos fósseis.

O Megachelicerax muda isso.

Suas quelíceras são excepcionalmente grandes, o que permitiu identificá-las com clareza inédita, e confirmar que o grupo já existia há 500 milhões de anos. “A primeira confirmação inequívoca de como eram os ancestrais de aranhas e escorpiões vem do fato de o fóssil mostrar as quelíceras em forma de pinça com detalhes extraordinários”, disse ao g1 Javier Ortega-Hernández, professor associado de biologia evolutiva de Harvard e coautor do estudo. “O que faltava era a peça principal do quebra-cabeça, que era a preservação das próprias quelíceras.” Imagem mostra o fóssil de Megachelicerax cousteaui preservado em rocha, com destaque para o corpo segmentado e apêndices ao longo das laterais; no detalhe, à direita, a região frontal com as garras.

Rudy Lerosey-Aubril Veja os vídeos que estão em alta no g1 LEIA TAMBÉM: O paradoxo da reciclagem no Brasil: por que os trabalhadores que mais contribuem são os que mais sofrem?

Novo cigarro?

As cidades que estão proibindo propagandas ligadas a combustíveis fósseis Água pode se tornar novo alvo da guerra no Oriente Médio Ao g1, Rudy Lerosey-Aubril, pesquisador de Harvard e autor principal do trabalho, também explica que as garras do fóssil têm apenas três segmentos — parecidas com as de quelicerados modernos — e que sua posição bem na frente da cabeça, onde outros artrópodes têm antenas, é decisiva para a identificação.

Por isso, o achado derruba ainda a

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