Adolescente com autismo escreve livro em um dia e usa história para falar sobre bullying e superação: 'Externar o que sinto'
Adolescente com TEA escreve livro de 62 páginas em um dia relatando bullying e superação em Tatuí (SP) Arquivo Pessoal Em apenas um dia, um estudante de 13 anos de Tatuí (SP) escreveu um livro de 62 páginas, com uma narrativa que mistura ação, ficção científica e fantasia para abordar temas como identidade, autoconhecimento e superação. “Blacknight” conta a história de Eddie, um jovem que enfrenta bullying e isolamento escolar até se deparar com uma versão oposta de si mesmo em um universo sombrio.
A obra foi desenvolvida a partir de vivências do autor, Brian Pietro Telles Coelho, que possui Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp Mas esta não foi o primeira - e nem deve ser a última - história desenvolvida pelo adolescente.
Ao g1, a mãe de Brian, Agnes Natacha Telles Coelho, conta que a escrita o acompanha desde os sete anos, antes mesmo do diagnóstico de autismo, e tem sido uma importante aliada em seu desenvolvimento. “Aos sete anos, ele começou a fazer seus quadrinhos, criando seus personagens.
Tanto eu quanto meu esposo sempre o incentivamos, mesmo sem saber que ele era autista.
Percebíamos que havia muitas coisas que não eram comuns para uma criança, mas ainda não entendíamos.
O diagnóstico chegou quando ele estava com 11 anos e meio”, relata.
A família se mobilizou para comprar um computador, permitindo que o menino ampliasse a escrita.
Dos quadrinhos, vieram os primeiros textos mais longos, até chegar aos livros.
Foi por meio do projeto “Autistas também têm o dom da escrita” que Brian conquistou a primeira publicação, com a obra “Blacknight”.
Adolescente com TEA transforma vivências em livro e vence concurso literário em Tatuí (SP) Arquivo Pessoal Agnes conta que se surpreendeu ao ler a história, pois percebeu que o filho retratava situações de violência que já havia enfrentado no ambiente escolar. “É tudo que ele viveu e vive de certa forma.
Isso me preocupa, de certa forma.
Porque eu sempre falo que ensino ele e meu outro filho a viver sem mim, porque não somos eternos.
Então, a gente fica com receio do que ele possa enfrentar de preconceito no mundo.
Quando li, me emocionei muito, porque ali ele colocou a realidade de muitas pessoas que, por serem vistas como diferentes, acabam sofrendo”, desabafa.
Para a mãe, a coragem de Brian em expor as próprias vivências também o transforma em uma voz para quem enfrenta prec
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