'Tudo que eu queria era mais um segundo para estar com meu filho', diz humorista após acidente fatal com bicicleta elétrica no Rio
‘Pais, amem seus filhos’, diz pai de Francisco, menino atropelado na Tijuca, no Rio “Pais, amem seus filhos.
Tudo que eu queria era mais um segundo para estar com o meu filho.
Faria tudo por isso.” A frase é do humorista Vinicius Antunes, conhecido como Cacofonias, pai do menino Francisco Farias Antunes, de 9 anos.
A declaração foi dada nesta quarta-feira (1º), após o enterro da criança morta ao lado da mãe em um acidente com bicicleta elétrica na Tijuca, Zona Norte do Rio, na segunda (30). “Pais, amem seus filhos.
Digam ’eu te amo’, estejam com eles, participem da vida dos seus filhos, participem.
A gente precisa amar nossos filhos para que os filhos amem seus pais. É a coisa mais gostosa que tem.
Eu fui muito, muito feliz nesses 10 anos.
Muito feliz feliz, vocês não conseguem mensurar a minha felicidade.
Por isso, vem a tristeza.” O humorista disse que não viu as imagens do atropelamento do ônibus, que evitou ler notícias sobre o acidente.
Humorista pai de menino morto em atropelamento na Tijuca reclama de falta de estrutura “Espero que as pessoas vejam isso e punam, se tiver que punir alguém.
Mas o certo é que ele não vai voltar”, disse emocionado no enterro do filho.
Cacofonias criticou a falta de condições adequadas para a população e destacou o sentimento constante de insegurança: “O Rio de Janeiro não é uma cidade que a gente vive, é uma cidade que a gente sobrevive.
Todo dia pessoas saem de casa e não voltam mais.” Ele reforçou a necessidade urgente de mudanças, cobrando mais segurança tanto no trânsito quanto na segurança pública. “Tudo isso é muito importante." 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Vinicius Antunes no enterro do filho, Francisco Rafael Nascimento/g1 Rio Conhecido como Cacofonias nas redes sociais, Vincius também destacou a relação do filho com o futebol.
O menino era torcedor apaixonado do Vasco, mas tinha um carinho especial pelo Botafogo, onde jogava. “Ele era vascaíno, mas adorava o Botafogo também, jogava no Botafogo.
A gente foi muito feliz, mesmo sendo vascaínos, a gente foi muito feliz”, contou.
Vinicius também chamou atenção para as dificuldades enfrentadas no tratamento de saúde do filho, que era portador de diabetes tipo 1.
Ele criticou a falta de suporte adequado no país para pacientes com a condição e relatou os altos custos envolvidos. “Meu filho era diabético tipo 1 e infelizmente no Brasil diabético tipo 1 ainda está muito à margem, a gente precisa melhorar o tratament
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