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USP concede título de Doutor Honoris Causa a cientista amigo de Darwin morto há 129 anos

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Darwin Divulgação | Caminhos de Fritz Muller A Universidade de São Paulo (USP) aprovou por unanimidade a concessão do título de Doutor Honoris Causa in memoriam ao naturalista Fritz Müller, cientista nascido há 204 anos que ajudou a consolidar uma das teorias mais importantes da ciência moderna e que, mesmo vivendo em condições precárias no Brasil, conquistou reconhecimento internacional e a admiração de Charles Darwin, pai da Teoria da Evolução.

A decisão foi tomada na sessão do Conselho Universitário realizada nesta terça-feira (31), dia de nascimento de Müller em 1822.

A proposta partiu do Instituto de Biociências (IB), com apoio de diversas unidades da USP, incluindo o Museu de Zoologia, o Centro de Biologia Marinha e institutos e faculdades de diferentes áreas.

Em mais de 90 anos, a USP concedeu 125 títulos, sendo o mais recente, antes de Müller, ao jornalista Vladimir Herzog, morto pela ditadura militar. 🔎 O título de Doutor Honoris Causa é concedido pela USP a personalidades que contribuíram de forma notável para o avanço das ciências ou para o benefício da humanidade.

Exclusivo web: viagem de Darwin pelo Rio ajudou a dar origem à teoria da evolução Alemão naturalizado brasileiro Fritz Müller nasceu na aldeia de Windischholzhausen, em Erfurt, na Alemanha.

Ainda jovem, estudou matemática e história natural na Universidade de Berlim e depois iniciou o curso de medicina na Universidade de Greifswald, mas nunca chegou a exercer a profissão.

Em 1852, embarcou com a família para o Brasil e se estabeleceu na recém-fundada colônia de Blumenau, em Santa Catarina.

Com um microscópio rudimentar e trabalhando muitas vezes à luz de velas, dividia o tempo entre a lavoura e a observação da natureza.

Foi nesse cenário que começou a construir uma vasta produção científica: publicou mais de 200 trabalhos em revistas como Nature e Science, ainda hoje entre as mais importantes do mundo.

Amizade com Darwin Foi no Brasil que Müller teve contato com a obra “A Origem das Espécies”, de Charles Darwin.

Fascinado pela Teoria da Evolução, passou a testá-la com base em suas próprias observações, especialmente com crustáceos.

Em 1864, publicou o livro “Für Darwin” (do alemão, “Para Darwin”), no qual apresentou evidências que reforçavam a teoria da seleção natural.

O trabalho chamou a atenção do próprio Darwin, que financiou a tradução da obra para o inglês.

A partir daí, os dois cientistas iniciaram uma troca de correspondências que durou 17 anos.

Ao longo das car

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