Tutores de cães não reconhecem sinais sutis de dor nos animais, aponta estudo
Adobe Stock Metade dos tutores de cães não consegue identificar que seus bichinhos estão com dor quando os sinais são discretos. É isso o que aponta um estudo publicado nesta quarta-feira (1º) na revista científica “PLOS One”, conduzido por pesquisadores da Universidade de Utrecht, nos Países Baixos.
O levantamento avaliou 647 pessoas: 530 donos de cães e 117 que não tinham o animal.
O estudo concluiu que sinais como agitação à noite, apego excessivo ao dono e encurtamento do passeio raramente são associados à dor.
E problema não é exclusivo de quem nunca conviveu com cães.
Na maior parte dos casos analisados, tutores e não tutores erraram na mesma proporção ao julgar comportamentos sutis. 🐶 A diferença apareceu apenas nos sinais mais óbvios: quando o cachorro manquejava ou mantinha uma pata levantada, quase todo mundo acertou.
O que passou despercebido foi justamente o que não chama tanto atenção, o animal que se cola ao dono, que acorda inquieto de madrugada, que encurta o passeio sem razão aparente.
Veja os vídeos que estão em alta no g1 No estudo, os participantes receberam a descrição de três casos hipotéticos e precisavam indicar a causa mais provável do comportamento.
No caso do cão com dor sutil, as respostas mais comuns apontaram para tédio ou comportamento aprendido — não para dor.
No caso do animal que mancava, o resultado foi o oposto: quase todos identificaram a dor imediatamente.
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Novo cigarro?
As cidades que estão proibindo propagandas ligadas a combustíveis fósseis Água pode se tornar novo alvo da guerra no Oriente Médio O estudo também testou os 17 sinais comportamentais listados na literatura veterinária como possíveis indicadores de dor.
Mudança de personalidade, alteração de humor e redução da brincadeira foram os mais reconhecidos.
Já bocejo, farejamento no ar e lambida do focinho foram os menos associados à dor, embora constem na literatura científica como sinais relevantes. “Um caso mostrando dor por meio de mudanças comportamentais, como se grudar ao dono e ficar agitado à noite, foi muito menos reconhecido como um caso de um cão com dor — com tédio sendo indicado como razão mais provável para as mudanças de comportamento”, disse ao g1 a professora Ineke van Herwijnen, da Universidade de Utrecht e autora principal do estudo.
Uma hipótese levantada pela pesquisa é que tutores experientes podem estar send
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