Audiência sobre incinerador de lixo em Perus tem confusão, vaias e denúncia de participantes pagos
Audiência sobre incinerador de lixo em Perus tem confusão e denúncia de “figurantes” pagos Uma audiência pública para discutir a instalação de um incinerador de lixo na região de Perus, na Zona Norte de São Paulo, foi marcada por confusão, interrupções constantes e acusações de que pessoas de fora do bairro foram pagas para tumultuar o debate.
O encontro desta terça-feira (31) faz parte do processo de licenciamento ambiental da Unidade de Recuperação Energética (URE) Bandeirantes, que a Prefeitura de São Paulo pretende instalar na área onde funcionou o antigo Aterro Bandeirantes, desativado há 19 anos.
A proposta enfrenta forte resistência dos moradores da região, que ainda carregam lembranças negativas da época em que o local funcionava como depósito de lixo.
Entre as principais preocupações apontadas pela comunidade estão a poluição do ar, os possíveis impactos à saúde e ao meio ambiente, além do risco de explosões e incêndios, já que a área ainda emite biogás do antigo aterro.
A audiência desta terça-feira (31) lotou o auditório do Centro Educacional Unificado (CEU) Perus, e parte do público não conseguiu entrar, sendo contida por agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM).
Do lado de dentro, falas de representantes do poder público, da empresa responsável pelo projeto e da população foram interrompidas diversas vezes por gritos e vaias de manifestantes contrários e favoráveis à proposta.
Moradores de Perus protestam contra instalação de incinerador de lixo no bairro Reprodução/movimento ‘Incinerador de lixo em Perus, não’ Denúncia de “figuração” Moradores acusaram a organização do evento de permitir a presença de pessoas que não seriam da região de Perus.
Segundo eles, esses participantes foram levados de ônibus com o objetivo de tumultuar a sessão ou direcionar as manifestações.
Alguns moradores apresentaram mensagens que circularam em um grupo de WhatsApp chamado “Trabalho”.
Nos textos, há a indicação de que um ônibus sairia da Barra Funda, na Zona Oeste da capital, além de orientações para aplaudir, vaiar e se manifestar conforme instruções dadas no local.
As mensagens também mencionam um pagamento de R$ 170, mais R$ 20 para alimentação, e afirmam que o valor só seria pago ao final da participação.
Há ainda recomendações sobre vestimenta e exigência de comprometimento e energia dos participantes.
Moradores de Perus fazem protesto durante audiência pública sobre incinerador de lixo O movimento que articula a oposição ao projeto também cr
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