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Eles mentiram no currículo e conseguiram emprego — mas o preço veio depois

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As 5 mentiras mais comuns nos currículos — e como elas são descobertas por recrutadores “Menti que tinha uma pós-graduação.

Fui contratada e acabei tendo que começar uma ‘pós’ que odeio”. “Falei que tinha Excel avançado (…) quando a chefe pedia as coisas, eu ia ao banheiro assistir vídeos para aprender 🥺”. “Coloquei no currículo que eu era pontual.

Cheguei atrasada à entrevista e ao treinamento 😂”. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem?

Mande para o g1 Relatos como esses, que poderiam soar como exceções constrangedoras, viraram conteúdo viral.

Em vídeos que somam milhares de curtidas no TikTok, influenciadores leem histórias enviadas por seguidores que misturam humor, improviso e risco calculado no universo corporativo.

Em comum, a ideia de que uma “mentirinha” no currículo ou na entrevista pode ser o empurrão que faltava para entrar no mercado.

No perfil da influenciadora Tais Pitanga, conhecida por ler histórias enviadas por seguidores, um dos vídeos mais populares resume bem esse espírito: “Minta no currículo.

Minta na entrevista.

Minta pros colegas de trabalho”.

Já no vídeo do criador Dennis Sloboda, o debate surge a partir da pergunta: ‘Você já foi contratado depois de mentir no currículo?".

As respostas vão de exageros técnicos a situações que beiram o absurdo, como inventar uma pós-graduação ou cadastrar o próprio número de telefone como referência profissional — mudando a voz quando o RH ligou.

Influenciadores de conteúdo, como Taís Pitanga e Dennis Sloboda, fazem sucesso com relatos de pessoas que mentiram em processos seletivos.

TikTok/ Reprodução Por trás do tom de humor, no entanto, existe uma percepção comum: a de que dizer toda a verdade pode tornar o candidato menos competitivo em uma disputa por vaga.

O que aparece nas redes não está distante da realidade dos processos seletivos.

Um levantamento da consultoria Robert Half mostra que 58% dos recrutadores já eliminaram candidatos por inconsistências no currículo logo nas primeiras etapas da seleção.

Ainda assim, as distorções persistem e costumam seguir um padrão bem definido.

Segundo o estudo, as cinco mentiras mais comuns são: 🛠️ Habilidades técnicas exageradas, que não se sustentam na prática; 📈 Experiência profissional inflada, com cargos ou responsabilidades ampliadas; 🌍 Proficiência em idiomas acima do nível real; 🎭 Motivos suavizados para desligamentos anteriores; 🏆 Conquistas e resultados descritos de forma mais grandiosa do que foram.

Cerca de 74% dos profis

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