TCU investiga possível uso indevido da máquina pública e desvio de finalidade em desfile na Sapucaí que homenageou Lula
O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu investigação para apurar um “suposto desvio de finalidade” e o “uso indevido da máquina pública” pelo Palácio do Planalto no contexto do desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A apuração foi motivada por representação apresentada por parlamentares do partido Novo.
No documento, eles solicitam que o tribunal investigue o que classificam como possível “utilização da estrutura estatal para organização logística, articulação institucional e apoio material” ao carro alegórico intitulado “Amigos do Lula”, no qual a primeira-dama, Janja da Silva, desfilaria como destaque.
A primeira-dama, no entanto, não participou do desfile.
O presidente Lula e ministros de Estado acompanharam a apresentação em camarote no Sambódromo da Marquês de Sapucaí.
O pedido No despacho, assinado no dia 24 de março, o ministro relator do caso, Augusto Nardes, solicita: A relação nominal de servidores deslocados para o evento, incluindo funções e período de deslocamento; Os custos totais com diárias, passagens, hospedagem e horas extras; Manifestação expressa sobre a suposta utilização de servidores do cerimonial da Presidência da República para o envio de convites, controle de lista de presença e coleta de medidas corporais de convidados para a confecção de fantasias referentes ao carro alegórico “Amigos do Lula” da escola de samba Acadêmicos de Niterói, esclarecendo, de forma fundamentada, o amparo normativo para a prática de tais atos; Outro caso Em fevereiro, o agora ministro aposentado Aroldo Cedraz rejeitou um pedido cautelar de suspensão do repasse de R$ 1 milhão da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) à escola de samba Acadêmicos de Niterói – que irá homenagear o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em seu enredo.
Segundo o ministro, a previsão de distribuição de R$ 12 milhões entre as doze escolas de samba que integram o Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro — R$ 1 milhão para cada agremiação — segue um critério objetivo e isonômico de divisão dos recursos.
Dessa forma, Cedraz avaliou que, nesta fase processual, não há qualquer elemento que indique favorecimento da Acadêmicos de Niterói em relação às demais escolas do Grupo Especial, nem indícios mínimos de que os repasses tenham sido realizados em razão de uma eventual homenagem pessoal ao presidente da República.
O tema ganhou destaque nesta semana após um parecer da área
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