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Rússia caminha para isolar sua internet do resto do mundo

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Como brasileiros na Rússia driblam restrições às redes sociais Apagões frequentes na internet e combate a VPNs estão levando russos a buscar pagers, mapas de papel e telefones fixos.

Ameaça de proibir o Telegram, no entanto, gera críticas até mesmo de apoiadores de Putin.O WhatsApp parou de funcionar.

Instagram e Facebook também.

Já o Telegram, principal meio de comunicação da Rússia, com cerca de 100 milhões de usuários, vem sofrendo bloqueios contínuos – e a expectativa de que seja desligado nos próximos dias tem gerado raras reações públicas no país, que caminha para se isolar do mundo também digitalmente.

O cerco do governo de Vladimir Putinao uso livre da internet vem se intensificando desde a invasão da Ucrânia.

Em todo o país, inclusive em grandes metrópoles como Moscou e São Petersburgo, os apagões digitais são constantes.

Sites considerados “pouco confiáveis” pelo regime são proibidos.

Serviços básicos, como chamar um táxi, fazer pagamentos ou ligações costumam ficar indisponíveis de uma hora para a outra.

A busca por alternativas chegou até mesmo a impulsionar venda de walkie-talkies, telefones fixos, pagers, mapas impressos e antigos tocadores de MP3.

Nesta semana, o Kremlin passou a mirar VPNs, redes privadas virtuais utilizadas pelos usuários para contornar a censura digital do regime. “A meta é reduzir o uso”, afirmou nessa segunda-feira (30/03) o ministro da Digitalização, Maksut Shadayev, no MAX, aplicativo de mensagens desenvolvido pela Agência Russa de Telecomunicações, a Roskomnadzor, e propagandeado pelo regime da Rússia como “seguro”. ‘Não dá pra viver sem VPN’: como brasileiros na Rússia driblam restrições às redes sociais Segundo Shadayev, as medidas destinam-se a “restringir o acesso a uma série de plataformas estrangeiras”, as quais, supostamente, não respeitam a legislação russa em termos de segurança e luta contra o terrorismo.

Até meados de janeiro, a Rússia havia bloqueado mais de 400 VPNs, 70% a mais do que no final do ano passado, diz o jornal Kommersant.

Isso não impede que novas softwares do tipo surjam para substituir os antigos.

A pressão, no entanto, levou a gigante Apple a retirar, da plataforma App Store, as VPNs que possibilitavam o acesso a sites censurados pelo regime de Putin.

Já os apagões na internet móvel pelo país, ainda não sistemáticos devido à dificuldade de execução devido à rede descentralizada, podem também entrar definitivamente na agenda. “De acordo com nossas previsões, os bloqueios em Mos

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