Devastação do garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé (MT) equivale a 4 mil campos de futebol
Mega Operação combate garimpo ilegal na terra indígena Sararé A área devastada pelo garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé, em Pontes e Lacerda, a 483 km de Cuiabá, equivale a pouco mais de quatro mil campos de futebol.
Os dados são do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
A região é uma das mais devastadas na Amazônia Legal.
Nos últimos anos, o território foi dominado pela organização criminosa Comando Vermelho, segundo investigação da Polícia Civil. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Atualmente, a área garimpada ilegalmente na Sararé apresentou uma redução de 20%, quando comparada com dados de 2025 com 2024, segundo o Ibama.
A atividade garimpeira provoca desmatamento, contaminação nos rios e degradação ambiental, além de prejudicar a cultura e subsistência do povo Nambikwara, que vive em sete aldeias na região.
O Exército fechou um cerco no território para expulsar os invasores, junto com outras forças de segurança, e a ação não tem prazo para acabar.
Desde 2023, o Ibama já fez mais de 420 operações na Sararé, resultando na desativação de aproximadamente mil acampamentos ilegais e na apreensão e destruição de 513 escavadeiras hidráulicas utilizadas na atividade.
Já foram apreendidos e destruídos mais de 850 motores geradores, cerca de 150 mil litros de combustível, 85 veículos, além de mercúrio, ouro extraído ilegalmente, equipamentos de comunicação e armas de fogo.
O prejuízo estimado às organizações criminosas ultrapassa R$ 700 milhões.
Nos dois primeiros dias do cerco do Exército, mais de 60 suspeitos já foram conduzidos para a Polícia Federal e apenas cinco permanecem presos.
Com a disparada do preço do ouro no mercado internacional cresceu o apetite dos garimpeiros na região, o que deixou as autoridades em alerta redobrado.
As forças de segurança permanecem na região desde agosto do ano passado.
Mas os invasores retornam ao território pela facilidade de acesso que reduz os custos com fretes dos maquinários, segundo Tubino.
Por isso, o Exército bloqueou todos os acessos e as forças de segurança entraram na região por terra, pelo rio, com barcos, e pelo ar, com helicópteros.
A operação é conduzida pelo Ministério dos Povos Indígenas, a Funai, o Ministério da Defesa, a Abin, a AGU, o Ibama, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, a Força Nacional, a Casa Civil e o Censipam.
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