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A história de Rosinha: da amputação a dois ouros paralímpicos e à vitória contra o câncer

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Me Conte Sua História destaca a paraatleta Rosinha Santos Atropelada aos 18 anos e obrigada a amputar uma perna, a atleta paralímpica Roseane Santos, conhecida como Rosinha, transformou o acidente em uma das trajetórias mais marcantes do esporte brasileiro.

Mulher negra, alagoana de coração, ela conquistou seis medalhas mundiais, cinco pan-americanas e entrou para a história ao ganhar duas medalhas de ouro, no arremesso de peso e no lançamento de disco, na mesma edição dos Jogos Paralímpicos de Sydney, na Austrália.

Mas a história de Rosinha começou muito antes das medalhas.

Aos 18 anos, ela foi atropelada enquanto caminhava com uma prima e uma amiga.

O motorista estava bêbado e subiu na calçada. “Eu digo que dou graças a Deus porque o pior aconteceu comigo, porque se fosse com elas, elas não iam aguentar”, relembrou em entrevista à TV Asa Branca.

Rosinha em ação na Rio 2016: quarta Paralimpíada da carreira Alaor Filho/MPIX/CPB LEIA TAMBÉM: Rosinha resgata profissão da mãe e divide rotina entre atletismo e tapiocas Rosinha relembra luta contra câncer e diz que compete sem pressão Rosinha busca novo índice e põe fé em reconhecimento por vaga no Parapan Após o acidente, Rosinha passou dois meses internada.

Foi nesse período que recebeu uma das notícias que considera a mais difícil da vida. “Quando eu fiquei no hospital, foi a hora que tiveram que informar para minha mãe que tinha que amputar minha perna”, contou.

Depois da alta, ela se isolou completamente.

Sem acolhimento e sem conhecer o esporte paralímpico, Rosinha passou a viver escondida dentro de casa. “Passei dois meses no hospital.

Quando retornei, não saí mais de casa.

Passei a ser conhecida como a menina por trás do muro, porque eu não saía de jeito nenhum.

As pessoas só viam minha cabeça, mas não me viam.

Não foram as pessoas que se isolaram de mim, fui eu que me isolei delas”, disse.

A descoberta pelo esporte Rosinha Santos conquistou o bronze no arremesso de peso no Parapan de Toronto.

Washington Alves/MPIX/CPB A virada aconteceu quando um treinador a viu pela primeira vez.

Mesmo sem conhecê-la, ele gritou que ela seria campeã paralímpica. “ Eu fiquei chateada, achei que estavam zombando de mim.

Até então, nunca tinha visto atleta com deficiência.

Mas fui fazer o teste e, quando cheguei na associação, vi todos felizes, rindo, brincando.

Eu pensei: preciso acordar”, relembrou.

Foi nesse momento que Rosinha teve o primeiro contato com o arremesso de peso e o lançamento de disco.

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