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Por que você precisa saber mais sobre o timo, um dos órgãos menos conhecidos do nosso corpo

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A maioria dos adultos não está familiarizada com o timo, uma glândula que cabe na palma da mão e faz parte do sistema linfático e imunológico.

Localizado no tórax, logo atrás do esterno (o osso no centro do peito) e à frente do coração, pensava-se que sua relevância se restringia à infância, quando funciona como uma espécie de campo de treinamento para as células T.

Pausa para recapitular a aula de biologia: as células ou linfócitos T são um tipo de glóbulo branco que atua no sistema imunológico.

Diferentemente de outras células que atacam qualquer invasor de forma genérica, são especializadas em reconhecer e destruir ameaças específicas, como vírus e bactérias.

O timo e sua relação com a saúde na velhice: a glândula tem papel crucial para o desenvolvimento do sistema imunológico na infância, mas sua importância se mantém na maturidade Pasj1000 para Pixabay Após a puberdade, o timo começa a encolher, mas estudos recém-publicados na revista Nature sugerem que ele é mais importante para a saúde do adulto do que se imaginava anteriormente.

Os pesquisadores encontraram evidências de que uma melhor saúde tímica está associada a um envelhecimento mais saudável e a melhores respostas à imunoterapia.

Em um dos estudos, os autores utilizaram um modelo de deep learning – o aprendizado profundo da inteligência artificial – para analisar imagens de tomografia computadorizada de tórax de 5 mil participantes, com o objetivo de criar uma “pontuação da saúde tímica” relacionada ao tamanho da glândula.

Ao contrário de outros órgãos, onde o tamanho pode não variar drasticamente, o timo passa por um processo único chamado involução tímica, quando diminui e vai sendo substituído por gordura.

Isso afeta diretamente a sua capacidade de produzir novas células de defesa.

Os pesquisadores descobriram que escores mais altos estavam associados a uma menor incidência e mortalidade de certas enfermidades, como câncer de pulmão ou doenças cardiovasculares – o acompanhamento se deu ao longo de 12 anos –após ajustes para idade, sexo, tabagismo e comorbidades.

O timo mantém uma atividade residual, inclusive em idosos, que se traduz em reserva imunológica.

Quando essa “fábrica” continua ativa, ajuda o corpo a reconhecer novos vírus (como em pandemias).

A perda da saúde tímica é o principal motor do envelhecimento do sistema imune: a imunossenescência.

Enquanto a ausência de um timo funcional em crianças está vinculada a uma imunodeficiência profunda, as consequências do declín

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