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Com lance de quase R$ 3 bilhões, espanhola Aena vence leilão para administrar Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro

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Empresa espanhola ganha leilão e vai administrar o aeroporto do Galeão, no Rio A empresa espanhola Aena ganhou o leilão para administrar o Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro.

O lance vencedor foi de quase R$ 3 bilhões.

Martelo batido depois de uma disputa acirrada.

Três interessados: a empresa espanhola Aena; a suíça Zurich Airport; e o consórcio Rio de Janeiro Aeroporto.

Todos enviaram propostas para administrar o Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio, o terceiro maior do país.

O Rio de Janeiro Aeroporto, antigo Rio Galeão, tem atualmente 51% da concessão.

Os outros 49% são da Infraero, que vai deixar o negócio.

O lance mínimo era de R$ 932 milhões.

O consórcio atual fez uma oferta perto desse valor .

R$ 934 milhões.

Já as empresas Aena e Zurich empataram com propostas de R$ 1,5 bilhão.

A competição para ver quem administraria o Galeão até 2039 passou, então, a ser feita por lances em viva voz.

Foram mais de 20.

A disputa entre a empresa suíça e a espanhola chegou a ser por centavos.

No fim, venceu a Aena, responsável por outros 17 aeroportos brasileiros, entre eles o de Congonhas, em São Paulo, o segundo mais movimentado do país.

O valor de R$ 2,9 bilhões é mais que o triplo do mínimo exigido no leilão, muito além da expectativa do mercado, que era de R$ 1,5 bilhão.

O vencedor também vai ter que repassar à União 20% do faturamento bruto anual. “Óbvio, se houver choque de grande repercussão, o governo compartilha desse risco.

Se, por outro lado, o aeroporto continuar na curva de crescimento muito acentuada, o governo também compartilha dessa melhora”, afirma o economista Cláudio Frischtak.

Com lance de quase R$ 3 bilhões, espanhola Aena vence leilão para administrar Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro Jornal Nacional/ Reprodução O Galeão enfrentou tempos difíceis, com saguões vazios e poucos passageiros.

Com a pandemia, os voos nacionais se concentraram no Santos Dumont, mais perto do Centro da cidade, e o aeroporto internacional ficou subaproveitado.

O consórcio Rio Galeão ameaçou até devolver a concessão.

Em 2023, os governos municipal, estadual e federal definiram um plano de recuperação.

Limitaram o número de passageiros do Santos Dumont e transferiram rotas para o Galeão.

Funcionou.

O número de passageiros no Santos Dumont reduziu e, no Galeão, aumentou para quase 18 milhões em 2025.

E mais: essa coordenação entre os aeroportos ajudou a ampliar o número total de pessoas que embarcaram ou desembarcaram

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