Justiça proíbe tirolesa no Pão de Açúcar e determina indenização de R$ 30 milhões
irolesa seria entre os dois maiores morros do complexo do Pão de Açúcar Alexandre Macieira/Riotur A Justiça Federal do Rio de Janeiro proibiu a construção de uma tirolesa no Pão de Açúcar e determinou o pagamento de R$ 30 milhões por danos morais coletivos.
A decisão, da 20ª Vara Federal, anulou os atos administrativos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) que autorizaram o projeto, apontando falhas como “motivação insuficiente” e ausência de amplo debate público. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça A sentença impede qualquer avanço na instalação da tirolesa, que ligaria o Pão de Açúcar ao Morro da Urca.
Obra da tirolesa entre o Pão de Açúcar e o Morro da Urca preocupa ambientalistas O juiz federal Paulo André Espírito Santo Manfredini também determinou que a Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar, gestora do parque, apresente, em até 60 dias, um plano de recuperação da área impactada, incluindo retirada de estruturas e resíduos.
Além disso, a empresa terá 120 dias para apresentar um Plano Diretor de Gestão da área concedida, ficando proibida qualquer ampliação de construções ou mudança de uso em desacordo com as regras de proteção do local.
A indenização de R$ 30 milhões será destinada ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos.
Na decisão, o magistrado destacou o valor simbólico e ambiental do ponto turístico, classificado como patrimônio de relevância mundial.
Relembre a polêmica O Pão de Açúcar é tombado pelo Iphan desde 1973 e reconhecido como Patrimônio Mundial pela UNESCO desde 2012, o que impõe regras rígidas para intervenções na área.
Justiça Federal embargou as obras de uma tirolesa no Pão de Açúcar na última quinta-feira (1º), atendendo a um pedido do Ministério Público Federal (MPF) Reprodução/ TV Globo A proposta de instalação da tirolesa foi apresentada em 2022, como parte das comemorações dos 110 anos do bondinho.
O projeto previa quatro linhas de descida, com cerca de 755 metros de extensão.
Em 2023, surgiram questionamentos sobre possíveis impactos ambientais e perfurações na rocha.
A Prefeitura do Rio chegou a interromper parte das obras para análise técnica.
No mesmo ano, a Justiça Federal atendeu a pedido do Ministério Público Federal e embargou a construção, apontando risco de danos ao patrimônio natural.
A repercussão do caso chegou à Unesco, que solicitou informações ao governo brasileiro e alertou para o risco de perda do título de Patrimônio Mundial caso fossem con
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