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Por que o sono fica mais superficial à medida que envelhecemos, e como isso afeta a saúde

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Sono fica mais superficial à medida que envelhecemos.

Adobe Stock Com o passar dos anos, é normal perceber que nosso sono muda.

Dormimos menos horas, acordamos mais vezes durante a noite e temos mais dificuldade para pegar no sono.

Na verdade, existe uma ideia generalizada de que os idosos precisam de menos descanso noturno.

Mas as evidências científicas sugerem que o problema não é uma menor necessidade, mas uma menor capacidade de gerar um sono profundo e contínuo.

O cérebro envelhecido continua precisando descansar, mas tem mais dificuldade para fazê-lo bem.

Ele continua “dormindo”, mas de forma mais superficial. É como se o interruptor que mantém o sono estável perdesse firmeza com o passar do tempo.

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Por que o sono pode ser aliado (ou vilão) do coração O que ocorre no cérebro Um dos principais fatores para o pior descanso com o avanço da idade é a perda de estabilidade do sistema que regula o sono e a vigília.

No cérebro jovem, esse sistema funciona como um interruptor firme: ou estamos acordados ou estamos dormindo. À medida que envelhecemos, alguns neurônios responsáveis por promover e manter o sono vão se perdendo, e outros que sustentam a vigília também se enfraquecem.

Como consequência, o cérebro muda de estado com maior facilidade, o que favorece um sono mais leve e fragmentado.

A isso se soma o envelhecimento do relógio biológico.

O núcleo supraquiasmático, um grupo de neurônios que coordena os ritmos circadianos de todo o organismo, continua funcionando, mas o dia se torna mais curto e seu “fim” se antecipa.

Além disso, seu sinal se torna menos intenso.

Isso faz com que os idosos tendam a adormecer e acordar mais cedo, e explica por que o sono noturno é menos consolidado e mais sensível a estímulos externos, ao mesmo tempo em que aumenta a sonolência durante o dia.

O cérebro recebe um sinal menos claro de quando deve dormir e quando deve permanecer acordado.

LEIA MAIS: Sete em cada dez adolescentes dormem mal; celular à noite é o maior desafio, diz médico Lâmpada LED fria suprime até 8 vezes mais melatonina que incandescente; modelo ajustável reduz impacto Outra mudança importante afeta a chamada pressão do sono, que se acumula ao longo do dia e nos leva a dormir à noite, e que depende em parte de uma substância conhecida como adenosina.

Com o envelhecimento, o cérebro continua acumulando cansaço, mas responde pior a esse sinal.

Embora a necessidade de dormir continue existindo, é mais difícil trad

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