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'Não vou correr risco', diz farmacêutico após corte de adicional de insalubridade em Cuiabá (MT)

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“Não vou correr risco”, diz farmacêutico após corte de adicional de insalubridade em MT Um farmacêutico da rede municipal de Cuiabá publicou um vídeo em que questiona as condições de trabalho de profissionais da saúde que deixaram de receber o adicional de insalubridade.

A manifestação ocorreu após a prefeitura divulgar, nesta segunda-feira (30), os laudos técnicos que embasaram a mudança no benefício, cumprindo uma determinação judicial.

Segundo o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Cuiabá (Sispumc)., o corte pode atingir cerca de 4 mil trabalhadores da capital.

No vídeo, o servidor mostra a proximidade da farmácia com a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e destaca os riscos de atuar no local.

Segundo ele, a estrutura expõe os trabalhadores a situações de risco. “Todo o contato com a sala vermelha, uma janela que não tem nada.

Se eu não tiver insalubridade não vou atender por aqui, não vou cumprir risco”, diz, no vídeo.

Ao g1, o profissional disse que os profissionais não foram preparados para a mudança e que os trabalhadores foram surpreendidos ao consultar a folha salarial. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp “No caso dos farmacêuticos, nós fomos pegos de surpresa, porque nós tínhamos certeza que a gente ia manter o adicional.

Você trabalha 30 dias aguardando o seu salário para pagar suas contas.

Em um dia você está recebendo, no outro dia você não sabe mais quanto você vai receber.

E a gente não sabe até o final do mês o que vai acontecer, né?”, explicou o servidor.

Segundo ele, a retirada do adicional impacta diretamente na renda e pode representar entre 20% e 30% do salário, o que, de acordo com o servidor, gera desmotivação e insegurança sobre os pagamentos futuros.

O trabalhador afirmou que a situação não é isolada e ocorre em outras unidades.

Ele explicou que a farmácia antes funcionava em um espaço separado, mas foi aproximada do atendimento ao paciente para melhorar a assistência, o que, segundo ele, também aumentou a exposição ao risco. “Nós andamos na UTI, dentro do centro cirúrgico, para entregar produto, acompanhar as cirurgias…

Então, assim, o nosso trabalho é muito integrado.

Toda hora nós estamos ali, não tem como você dizer que não tem risco.

O risco é muito grande tanto para nós, como para o paciente.

Porque o ar que respira é o mesmo. […] Se eu não ganho para ficar exposto ao risco, por que que eu vou ficar exposto ao risco?”, questionou.

Além disso, o servidor também afirma que as co

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