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'Sequelas comprometedoras de qualidade de vida e autonomia': o que Justiça do PR considerou para enviar Jorge Guaranho para prisão domiciliar

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Vídeo mostra momento em que petista é morto em Foz do Iguaçu A Justiça considerou que o Complexo Médico Penal (CMP), em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), não tem estrutura adequada para atender o ex-policial penal Jorge Guaranho, condenado pelo assassinato de Marcelo Arruda, tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT).

A avaliação foi usada para justificar a autorização da prisão domiciliar, expedida no dia 17 de março.

Guaranho foi condenado a 20 anos de prisão pelo assassinato, que aconteceu em julho de 2022.

Da sentença, em fevereiro de 2025, até a autorização de migração de regime, ele ficou no regime fechado por um ano e um mês.

Guaranho deixou o Complexo Médico Penal e passou a cumprir a pena em casa, em Foz do Iguaçu, com uso de tornozeleira eletrônica. ✅ Siga o g1 Foz do Iguaçu e região no WhatsApp A Justiça atendeu a um pedido da defesa de Guaranho, que argumentou que ele vive com sequelas graves a partir das agressões que sofreu após atirar contra Marcelo.

A defesa também alegou que Guaranho vive com comprometimento neurológico e dificuldade motora que afetam atividades básicas do dia a dia.

No pedido, a defesa relatou, ainda, situações estruturais e alegou que o condenado não teria acesso a cadeira uma adaptada e precisava tomar banho sentado em um balde.

No despacho pela prisão domiciliar, a juiza Laryssa Angelica Copack Muniz afirmou que Guaranho “possui sequelas de trauma comprometedoras de sua qualidade de vida e autonomia para as atividades de vida diária, não havendo dúvidas de que necessita de cuidados e tratamentos especializados”.

Disse, também, que o “ambiente prisional não fornece adequadamente as condições para o tratamento de sua enfermidade”. “Assim, é razoável a extensão da prisão domiciliar à pessoa sentenciada do regime fechado”, diz a decisão.

Segundo os advogados, a medida não altera a pena, mas garante que ela seja cumprida em condições compatíveis com o estado clínico de Guaranho.

Jorge Guaranho escutando condenação em júri popular pela morte de tesoureiro do PT RPC A Polícia Penal do Paraná (PP-PR) disse ao g1 que o sistema penal estadual conta com estrutura de saúde para atendimento aos presos, incluindo o CMP.

Nos casos em que o atendimento necessário não está disponível dentro da unidade, o detento é encaminhado ao sistema público de saúde, com custódia da polícia.

Segundo eles, situações específicas são avaliadas pelo Poder Judiciário, que podem resultar na autorização da prisão domiciliar

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