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Venda de açaí cai 40% após surto de doença de Chagas no Amapá

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Batedeiras de açaí reforçam boas práticas para superar queda no consumo Após a confirmação de casos de doença de Chagas em Macapá (AP), a Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS) fechou batedeiras de açaí consideradas irregulares.

Desde então, o movimento nas vendas caiu 40%, segundo a Associação de Batedores e Produtores de Açaí.

Para recuperar a confiança dos clientes, trabalhadores do setor reforçam as boas práticas no manuseio da fruta.

Em março, a SVS confirmou que o Amapá vive um surto da doença de Chagas, com 2 mortes confirmadas e 1 em investigação. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp As novas medidas adotadas pelos batedores e produtores incluem: Catação das impurezas; Lavagem dupla em água corrente; Lavagem em solução com hipoclorito de sódio.

Após os procedimentos iniciais, o fruto passa pelo processo de branqueamento, que consiste em passar por uma alta temperatura que varia entre 80°C a 90°C por cerca de 10 segundos.

Em seguida, um choque térmico em água fria é aplicado.

Batedores precisam aderir ao processe de ‘branqueamento’.

Jeferson Gonçalves/Rede Amazônica O batedor Fábio Farias explica que esse processo é essencial para garantir qualidade e segurança ao consumidor. “É de suma importância fazer o processo de catação, o processo de branqueamento no açaí, porque te garante qualidade no produto que a gente vai vender aqui todos os dias.

Isso deveria ser adotado por todas as batedeiras do estado.

Muitas não adotam porque encarece o preço do açaí”, disse.

Fábio Farias, batedor de açaí em Macapá explica que o processo de ‘branqueamento’ é essencial.

Jeferson Gonçalves/Rede Amazônica SAIBA MAIS SOBRE DOENÇA DE CHAGAS NO AMAPÁ: SVS e MP investigam locais de contaminação após mortes por doença de Chagas no Amapá Casos de doença de Chagas acendem alerta no Amapá; veja recomendações Saiba identificar os sintomas e como se prevenir da doença de Chagas no Amapá Doença de Chagas no Amapá: entenda como funciona a contaminação pelo barbeiro Além da queda nas vendas, os batedores enfrentam outro problema: o aumento no preço da saca de açaí durante o período chuvoso.

O impacto é direto para quem empreende, mesmo com o movimento menor.

O batedor João de Deus Santos relata a dificuldade. “Tô comprando menos porque hoje eu comprei o açaí de R$ 500.

A pessoa compra porque tem que manter o estabelecimento, senão não comprava.

Meu freezer nunca teve estoque de açaí congelado como tá agora, porque ninguém quer comprar.

Aí f

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