PRF que matou namorada no ES foi denunciado de estupro oito meses antes por colega de farda em Campos: 'A Polícia não fez nada'
PRF mata a tiros a namorada, comandante da Guarda Municipal de Vitória.
Espírito Santo Reprodução/Rede social Um policial rodoviário federal que matou a tiros a ex-namorada em Vitória, no Espírito Santo, havia sido denunciado por tentativa de estupro oito meses antes, por uma colega de farda, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense.
A denúncia foi feita por uma ex-agente da PRF, que afirma ter sido vítima do crime dentro de um posto da corporação, em julho de 2025.
Ela relata que, desde então, o processo não teve andamento e “a polícia não fez nada”.
O policial denunciado é Diego Oliveira de Souza, que, após matar Dayse Barbosa, dentro da casa dela, na última segunda-feira (23), comandante da Guarda Municipal da capital capixaba, tirou a própria vida. 📱 Siga o canal do g1 Norte Fluminense no WhatsApp.
Veja os vídeos que estão em alta no g1 A vítima, que preferiu não se identificar, relatou ao g1 os momentos que viveu durante um dia de trabalho.
Segundo ela, o caso aconteceu durante uma ronda, quando o policial desviou o trajeto sob o pretexto de checar uma unidade operacional no distrito de Morro do Coco.
De acordo com o relato, nesse posto, o agente passou a fazer investidas físicas e tentou forçá-la a manter contato íntimo. “Eu falava o tempo todo para ele parar, que não queria aquilo.
Ele insistia.
Só consegui fazer ele recuar quando percebi que estava com a chave na mão e ameacei reagir”, contou.
Registro de Ocorrência Após o episódio, a ex-agente registrou ocorrência na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Campos dos Goytacazes, onde o caso foi enquadrado como tentativa de estupro.
A investigação, então, foi encaminhada à Polícia Federal. “Fica um sentimento de que não tem justiça.
Eu denunciei, coloquei minha vida e da minha família em risco, e não deu em nada.
Até que ele matou uma mulher e tirou a própria vida para não enfrentar as consequências.
Ele sabia o que estava fazendo”, desabafou.
Segundo a vítima, ela passou a ser perseguida pelo agressor, que teria feito diversas ligações.
A legislação prevê medidas administrativas, como o afastamento do agente de suas funções, para proteger a vítima e garantir a lisura das investigações.
No entanto, a ex-agente afirma que não se sentiu protegida pela instituição.
Ela relata que um processo administrativo disciplinar foi aberto apenas em setembro, dois meses após o ocorrido, e que, apesar de algumas oitivas iniciais, o caso não avançou. “Os prazos foram se esgotando e nada
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