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Caso da família Aguiar: polícia aponta que PM cometeu feminicídio motivado por desavenças na criação do filho; pais da vítima estão desaparecidos

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Família desaparecida há 65 dias no RS; como está investigação Pais e filha sumiram há 65 dias.

Desde 24 de janeiro, vizinhos, parentes e amigos de Silvana Germann de Aguiar e dos pais dela, Isail Aguiar e Dalmira Aguiar, buscam por respostas sobre o paradeiro da família Aguiar, de Cachoeirinha.

O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.

O policial militar Cristiano Domingues Francisco, que é ex-companheiro de Silvana Aguiar, é o principal suspeito do desaparecimento dela e dos pais.

O homem está preso temporariamente desde 10 fevereiro. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Cristiano e Silvana são pais de um menino.

De acordo com a polícia, crime teria sido motivado por desavenças na criação do filho.

A mulher procurou o Conselho Tutelar para relatar que o pai não seguia suas orientações nos cuidados com o filho, que teria restrições alimentares. “A gente tem já na investigação formalizado que a motivação passa pela questão da tensão existente entre o suspeito e a Silvana com relação à educação do filho”, diz o delegado Anderson Spier.

O delegado afirma que a mãe estaria planejando entrar com um processo judicial contra o pai. “Existem informações que também dão conta que ela iria procurar um advogado para tratar questões atinentes à guarda e outros elementos.

Então a gente acha que isso pode ter sido o fator, o gatilho, que desencadeou a ação dele.” Outro ponto investigado é a questão patrimonial, pois a família Aguiar tinha muitos bens. “Envolvia imóveis, casas de aluguel, apartamentos de aluguel.

E a gente sabe que em caso da morte da Silvana e dos pais dela, todos esses bens, numa sucessão, posteriormente, viriam a se tornar propriedade do neto.” Silvana Germann de Aguiar, Dalmira Germann de Aguiar e Isail Vieira de Aguiar Imagens cedidas/Polícia Civil Moradores da região e parentes da família se reuniram na segunda-feira (30) para protestar, pedindo maior agilidade nas investigações. “A gente aguentou até agora, a gente esperou até agora.

Respeitamos o tempo da polícia para averiguações das provas, para inquérito, tudo.

Mas hoje são 64 dias sem respostas”, diz a amiga da família Débora Marques Gonçalves.

Suspeitos Cristiano Domingues Francisco, ex-companheiro de Silvana e pai do filho dela, preso temporariamente desde fevereiro Renan Mattos / Agencia RBS Três pessoas ligadas ao PM também passaram à condição de suspeitos, pois estariam atrapalhando as investigações sobre o caso, segundo a polícia. “Eles já foram interrogados e preg

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