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Como a participação dos Houthis pode redefinir a guerra no Irã

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Houthis realizaram cerca de cem ataques no Estreito de Bab el-Mandeb entre 2023 e 2025.

Houthi Military Media/Reuters via DW Os rebeldes Houthis do Iêmen, aliados do Irã, romperam sua aparente contenção diante do conflito que atinge Teerã e dispararam dois ataques a mísseis contra Israel no sábado (29), sua primeira ofensiva desde o início do conflito. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A entrada na disputa levantou preocupações de que a milícia xiita volte a mirar seu poder de fogo também no Mar Vermelho e no Golfo de Áden, como fizeram no passado. “Nossos dedos estão no gatilho”, disse o porta-voz da milícia, Yahya Saree, em um comunicado na sexta-feira.

A expectativa é que os Houthis possam iniciar uma nova campanha para interromper o tráfego mercante no Estreito de Bab el-Mandeb, no extremo sul da Península Arábica, por onde a Arábia Saudita tem enviado milhões de barris de petróleo por dia desde o fechamento do Estreito de Ormuz.

Uma tentativa de dificultar o fluxo no Estreito de Bab el-Mandeb, somada ao bloqueio já em curso em Ormuz, afetaria dois corredores marítimos estratégicos.

O Mar Vermelho recebe cerca de 12% do comércio mundial rumo ao Canal de Suez, incluindo petróleo, gás natural, grãos e eletrônicos.

Veja os vídeos que estão em alta no g1 A missão naval Aspides, liderada pela União Europeia, vê risco de que a milícia Houthi ataque navios internacionais no Mar Vermelho e no Golfo de Áden.

A entidade pediu cautela às empresas de navegação, especialmente às ligadas a Israel ou aos Estados Unidos. “As capacidades militares dos Houthis são atualmente consideradas intactas e substanciais”, disse o grupo.

Houthis sinalizam futura participação ‘plena’ na guerra Os Houthis são parte central do chamado “Eixo da Resistência” do Irã, que inclui grupos militantes no Líbano, Iraque e nos territórios palestinos.

Eles controlam a capital iemenita, Sanaa, e grande parte do norte do país, e desde 2014 travam uma guerra civil contra o governo reconhecido internacionalmente, apoiado por uma coalizão liderada pela Arábia Saudita.

Diferentemente do Hezbollah e de grupos militantes no Iraque, os rebeldes haviam se mantido inativos desde que os EUA e Israel lançaram ataques contra o Irã em 28 de fevereiro.

Tensões internas no país, pressão sobre suas próprias lideranças e receio de retaliações podem explicar a hesitação, pontuam analistas.

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