Tensão no Oriente Médio: EUA falam em retomar controle do Estreito de Ormuz e escolta de navios
O porta-aviões USS Abraham Lincoln transitando pelo Estreito de Ormuz em 2019 Zachary Pearson/U.S.
Navy via AP O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou nesta segunda-feira (30) que o país deve retomar o controle do Estreito de Ormuz e garantir a liberdade de navegação na região, considerada estratégica para o comércio global de petróleo.
Em entrevista ao programa “Fox & Friends”, da Fox News, Bessent disse que o mercado global segue bem abastecido, apesar das tensões recentes.
Segundo ele, a circulação de navios já dá sinais de retomada. “Com o tempo, os EUA vão retomar o controle do Estreito e haverá liberdade de navegação, seja por meio de escoltas dos EUA ou de uma escolta multinacional”, afirmou.
Irã mostra momento em que chefe da Marinha dá ordem para fechar Estreito de Ormuz A declaração ocorre em um momento de incerteza sobre a segurança da rota, que liga o Golfo Pérsico ao restante do mundo e é responsável por escoar uma parcela significativa da produção de petróleo de grandes exportadores.
A fala de Bessent sinaliza confiança do governo americano em uma solução para a crise, embora ainda não haja prazo definido para a normalização completa do fluxo de embarcações.
Ao mesmo tempo, reforça a pressão internacional por estabilidade na região.
Nos últimos dias, episódios envolvendo o tráfego marítimo e ações militares aumentaram a tensão.
Dados de rastreamento indicam que dois navios porta-contêineres chineses conseguiram atravessar o estreito em uma nova tentativa de deixar o Golfo, após recuarem anteriormente.
Já no campo militar, o exército de Israel afirmou ter interceptado dois drones lançados do Iêmen.
O ataque ocorreu após rebeldes houthis, alinhados ao Irã, dispararem mísseis contra Israel pela primeira vez desde o início da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
Impacto no petróleo e na inflação A instabilidade na região tem impacto direto sobre os preços do petróleo.
O Estreito de Ormuz é considerado um dos principais gargalos logísticos do mundo, e qualquer interrupção ou risco elevado no transporte tende a encarecer o barril.
Segundo analistas, um eventual bloqueio também no Mar Vermelho — caso os houthis passem a atacar navios — poderia elevar os preços entre US$ 5 e US$ 10 por barril.
Esse movimento pressiona a inflação global, já que o aumento do custo dos combustíveis afeta cadeias produtivas em diversos países.
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