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Governo de SP anuncia força-tarefa após alta de feminicídios e diz que estuda criação de 'DHPP da Mulher'

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O governador Tarcísio de Freitas abriu o evento no Palácio dos Bandeirantes citando casos recentes que chocaram a população e reforçaram a urgência das medidas.

Reprodução/TV Globo O governo de São Paulo anunciou nesta segunda-feira (30) a criação de uma força-tarefa para ampliar a rede de proteção às mulheres e tentar conter o avanço dos feminicídios no estado.

A iniciativa reúne o Executivo paulista, o Tribunal de Justiça, o Ministério Público, o Tribunal de Contas e a Defensoria Pública.

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) abriu o evento no Palácio dos Bandeirantes citando casos recentes que chocaram a população e reforçaram a urgência das medidas.

Ele mencionou os feminicídios de Tainara, de Priscila e da policial militar Gisele, encontrada com um tiro na cabeça.

O anúncio ocorre após o estado registrar alta nas mortes por feminicídio.

Segundo dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP), São Paulo contabilizou 55 casos no primeiro bimestre deste ano, o equivalente a uma mulher assassinada a cada 25 horas.

O número representa aumento de 31% em relação ao mesmo período de 2025.

Entre as ações anunciadas está um plano de metas para o enfrentamento à violência contra a mulher e um decreto que reclassifica as Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) para ampliar efetivo e tornar os postos mais atrativos para policiais.

Veja os vídeos que estão em alta no g1 O pacote inclui ainda atendimento itinerante, com uma carreta equipada com assistente social, psicólogo, Defensoria e Ministério Público, que percorrerá municípios menores.

Outra medida é a ampliação do monitoramento de agressores com tornozeleira eletrônica.

Departamento especializado A secretária estadual de Políticas para a Mulher, Adriana Liporoni, afirmou que o governo trabalha para estruturar um departamento especializado que coordene de forma integrada as ações de investigação de crimes contra mulheres, algo como um “DHPP da Mulher”. “A ideia do governo é avançar e estruturar um departamento para que coordene essas ações de maneira integrada.

Estamos trabalhando para isso”, declarou.

Embora o governo ainda não tenha definido nome nem data de implementação, integrantes da gestão afirmam, nos bastidores, que a criação do departamento já é considerada certa e deve funcionar dentro do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil de São Paulo.

A avaliação interna é de que a nova estrutura deve centralizar investigações e padronizar proced

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