Atingidas por duas grandes enchentes, em 2024 e em 1941, igreja centenária é reaberta no RS
Atingidas por duas enchentes, em 2024 e em 1941, igreja centenária é reaberta no RS Depois de quase dois anos fechada, a centenária Igreja Luterana da Paz reabriu neste domingo (29) em Porto Alegre.
O templo foi destruído pelas enchentes de maio de 2024 e foi reconstruído com a ajuda da comunidade.
A reabertura foi marcada por reencontros, emoção e agradecimentos.
Fiéis voltaram a ocupar o espaço histórico após um longo processo de restauração. “Meu Deus do céu, nunca mais vim.
Eu vinha fazer pano de prato”, disse dona Ilce, de 96 anos, emocionada ao retornar à igreja. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Para a aposentada Carmen Yohanssen, a reabertura simboliza um marco para a comunidade. “É muito gratificante ver tudo novo agora.
A reabertura é um marco para a nossa comunidade”, destaca.
Ao som dos sinos, a igreja voltou a receber fiéis neste domingo.
A professora Sandra Augustin destacou o vínculo afetivo com o local. “A expectativa é bem grande que esteja tudo bem.
Eu casei aqui, fiz confirmação, frequentei na juventude”, conta.
A Igreja Luterana da Paz foi atingida por duas grandes enchentes em Porto Alegre: em 1941 e em maio de 2024.
Na mais recente, a água arrancou a porta principal, destruiu o altar e comprometeu toda a parte interna do templo.
Construída a partir de 1915 e concluída em 1927, a igreja é considerada patrimônio histórico e religioso da capital.
Após um trabalho intenso de reconstrução, o espaço foi restaurado mantendo características originais, como os bancos de madeira, o altar e os vitrais.
Cerca de R$ 400 mil foram arrecadados com doações de fiéis e apoiadores para a reconstrução.
O presidente do Conselho da Comunidade da Paz, Eduardo Saueressig, relembrou o impacto da enchente. “Foi um choque ver o barro tomando conta, tudo revirado, mofo.
Aquela sensação de ’e agora?’”, relata.
Segundo ele, a comunidade se mobilizou para restaurar o espaço. “A gente fez almoços para angariar fundos, fomos atrás de parceiros da nossa comunidade que nos ajudaram com dinheiro, com cedência de equipamentos e compra de materiais.
Foi esse o desafio e o maior é que não queríamos só substituir coisas, a gente queria restaurar, porque isso aqui tem cem anos”, explica.
O arquiteto Alfredo Rau Neto afirmou que o projeto buscou preservar a história. “Mantivemos todas as características originais dentro do possível.
Procuramos manter a história.
Como eu nasci e me criei aqui dentro ficou mais fácil desenvolver o trabalho”, diz.
Para
原文链接: G1
