'Sem turismo, não há dinheiro': visitantes abandonam Cuba diante da grave crise energética
Crise econômica em Cuba aumentou a vulnerabilidade social e agravou a escassez de alimentos, medicamentos e combustíveis.
Reuters via DW O turismo, já em declínio há vários anos, encolhe ainda mais em Cuba com a crise energética causada por um bloqueio marítimo executado pelos Estados Unidos contra a ilha caribenha.
O impacto é direto.
A Air France anunciou, no domingo, 29 de março de 2026, a suspensão de sua rota para o país, seguindo outras companhias aéreas como Air Canada e Air Transat.
Em seis anos, o turismo — um dos pilares da economia cubana — caiu cerca de 70%.
Em 2025, apenas 1,8 milhão de visitantes estiveram no país.
Por outro lado, a Rússia comemorou a chegada de um petroleiro russo ao país, transportando 730 mil barris de petróleo, após tratativas entre Moscou e Washington.
O governo russo disse que e considera “um dever ajudar os amigos cubanos” a combater a crise.
Nas ruas da velha Havana, um dos locais mais procurados, os turistas estão cada vez mais raros. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Veja os vídeos que estão em alta no g1 Na emblemática Praça das Armas, Corinne e Patrick, um casal francês, tiram suas últimas fotos da viagem.
Encantados com uma estadia anterior no país, há dez anos, decidiram voltar. “Para nós, também era importante demonstrar nossa vontade de apoiar um pouco o povo cubano, indo comer em restaurantes, consumindo um pouco, porque não há muita coisa.
Fazendo o possível para trazer divisas e não seguir a doutrina emitida por Donald Trump.” Escalas adicionais por falta de querosene O casal estava prestes a ir para o aeroporto, rumo a Paris, em um voo que agora inclui uma escala adicional para reabastecimento de querosene.
A viagem de onze dias foi profundamente afetada pela escassez de combustível. “Muitos hotéis fecharam, então os hotéis que tínhamos escolhido não estavam funcionando”, explica Corinne.
Os poucos visitantes que restam são abordados pelos músicos de rua.
Daniela, 20 anos, vendedora em uma loja de souvenirs, descreve um círculo vicioso. “Se não há turismo, não há entrada de dinheiro no país.
E se o país não tem divisas, não podemos comprar combustível.
O turismo é realmente fundamental para nós.” A jovem abandonou seus estudos de medicina por causa da crise.
Seu salário depende das vendas diárias, que diminuem dia após dia.
Chegada de petroleiro russo à ilha comunista Enquanto o bloqueio imposto por Washington ao abastecimento de combustível continua em vigor, o K
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