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Furto de material biológico na Unicamp: veja a linha do tempo do caso

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Furto de material na Unicamp: veja a linha do tempo do caso Um caso que mistura ciência e investigação policial mobiliza autoridades dentro de uma das principais universidades do país.

A suspeita de furto de material biológico em laboratórios da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) levou à atuação da Polícia Federal à prisão de uma professora.

Veja, a seguir, a cronologia completa do caso.

Fevereiro No dia 13 de fevereiro, uma pesquisadora do Laboratório de Virologia percebe o desaparecimento de caixas usadas para armazenar amostras de vírus.

Entre os dias 24 e 25 de fevereiro, datas chave nessa história, o doutorando Michael Edward Miller, de 46 anos, aluno do Instituto de Biologia, é visto entrando diversas vezes no laboratório em horários incomuns — tarde da noite e no início da manhã — e saindo carregando objetos.

Em uma dessas ocasiões, uma aluna de pós-graduação presencia uma dessas saídas e estranha a situação, comentando com colegas.

Ainda no dia 25, outra cientista nota o desaparecimento de várias amostras de vírus, o que intensifica as suspeitas.

Uma pesquisa nas câmeras de vigilância mostra que desde novembro, Michael e a professora Soledad Palameta Miller frequentavam o laboratório de virologia quando não havia ninguém.

Março No dia 3 de março, o caso chega à diretoria do Instituto de Biologia.

No dia 13 do mesmo mês, o IB encaminha o caso à reitoria, que então aciona a Anvisa e a PF, porque biossegurança é assunto federal.

No dia 21, acontece a operação.

A Polícia Federal realiza uma busca na casas dos suspeitos e na Unicamp.

Na residência do casal, nada é encontrado.

Já na Unicamp, Polícia Federal localiza parte do material desaparecido, dentro de um biofreezer da Faculdade de Engenharia de Alimentos, onde trabalha a professora Soledad.

O laboratório é lacrado.

A polícia descobre que, no fim de semana e na segunda-feira seguintes à ação da PF, a professora Soledad foi a um laboratório vizinho ao de virologia.

Ali, segundo os investigadores, estavam escondidas outras amostras furtadas, sem o conhecimento dos responsáveis pelo espaço.

De acordo com a apuração, houve tentativa de descarte de material biológico e descaracterização de rótulos e marcações para dificultar a identificação das amostras.

Laboratório lacrado na Unicamp após furtos de amostras biológicas.

Reprodução/Fantástico Soledad Palameta Miller é presa.

Ela passa uma noite detida e depois é liberada para responder ao processo em liberdade provisória.

Emb

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