Lâmpada LED fria suprime até 8 vezes mais melatonina que incandescente; modelo ajustável reduz impacto
Lâmpada LED fria suprime até 8 vezes mais melatonina que incandescente A melatonina – hormônio responsável por preparar o organismo para adormecer - é produzida naturalmente pelo corpo, no início da noite - quando a luminosidade diminui - mas a exposição à luz artificial pode prejudicar esse processo, especialmente a luz azul.
Vídeos nas redes sociais destacam que esse impacto negativo na nossa saúde foi potencializado pela substituição das lâmpadas incandescentes pelas lâmpadas LED e pelas fluorescentes compactas.
As antigas incandescentes foram praticamente banidas do mercado brasileiro, desde uma portaria do governo federal em 2010 para reduzir o consumo de energia.
Rua na Vila Brasilândia, na zona norte de São Paulo, após receber iluminação de LED.
Arquivo/Renato Ribeiro Silva/Futura Press/Estadão Conteúdo Para entender qual é o custo biológico da luz artificial moderna, o g1 analisou um conjunto de estudos recentes sobre o assunto e conversou com especialistas.
De fato, a exposição à luz artificial noturna, sobretudo aquela rica em tons azulados, está associada à desregulação do ritmo circadiano e a um maior risco de doenças metabólicas, cardiovasculares e transtornos mentais.
Um dos estudos concluiu que a luz LED fria suprime até oito vezes mais melatonina do que a lâmpada incandescente.
Para um grupo de cientistas, lâmpadas LED com alto teor de azul deveriam trazer o aviso de que “podem ser prejudiciais se usadas à noite”.
Por outro lado, o uso à noite de modelos de lâmpadas LED com temperatura de cor ajustável - que permitem alternar entre tons frios e quentes ao longo do dia - praticamente elimina o impacto na produção da melatonina.
O que define a quantidade de luz azul de uma lâmpada?
A quantidade de azul que uma lâmpada emite varia de acordo com o comprimento de onda e a temperatura de cor correlata (Tcp) dela.
Em alguns países já é obrigatório a embalagem exibir o percentual de luz azul da lâmpada.
Mas no Brasil, ainda não existe regulamentação que exija esta informação nas embalagens.
Por aqui, apenas a Tcp deve ser informada.
As lâmpadas com Tcp próximas a 6500 Kelvin (K) têm maior quantidade de luz azul, em geral, dependendo do modelo e fabricante.
E, na maioria das vezes, quanto maior é a temperatura de cor, menor é o comprimento da onda e maior é a quantidade de luz azul que ela emite.
Embora haja consenso entre especialistas em sono de que a luz azul inibe mais a melatonina, eles ressaltam que não basta optar por lâmpadas
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