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Guerra no Oriente Médio: alta do petróleo deve elevar inflação e frear economia, diz presidente do BC

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O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante o J.

Safra Macro Day Reprodução O presidente do Banco Central do Brasil (BC), Gabriel Galípolo, afirmou nesta segunda-feira (30) que a alta recente do petróleo deve pressionar a inflação e desacelerar o crescimento econômico, em um cenário global mais adverso marcado por tensões geopolíticas provocadas pela guerra no Irã Durante o evento J Safra Macro Day, Galípolo destacou que o movimento atual difere de episódios anteriores, por se tratar de um choque de oferta, e não de demanda. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem?

Mande para o g1 “Essa elevação no preço do petróleo tem uma natureza bastante distinta do passado, não decorre de um ciclo de demanda, mas sim de um choque de oferta”, afirmou.

Segundo ele, o impacto tende a ser de “inflação para cima e crescimento para baixo”.

O presidente do BC explicou que, ao contrário de momentos em que a alta do petróleo estava associada ao aquecimento da economia global, o atual cenário está ligado a restrições na oferta, o que gera efeitos mais negativos sobre a atividade.

Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Nesta segunda, o petróleo subia mais de 2% e passou a ser negociado próximo a US$ 115 por barril.

Com isso, o produto caminha para encerrar o mês com uma valorização de 59%, a maior desde 1990. 🔎 O petróleo Brent, referência global, chegou a US$ 116,5 o barril nas primeiras horas de negociação desta segunda-feira (ainda na noite de domingo no horário de Brasília).

Por volta das 9h10, avançava 2,07%, a US$ 114,90.

Já o WTI, referência nos Estados Unidos, subia 1,68%, para US$ 101,31.

O movimento ocorre em meio às tensões no Oriente Médio, que aumentaram a preocupação dos investidores com possíveis impactos sobre o fornecimento global de petróleo.

O receio é que o conflito provoque uma alta mais persistente dos preços de energia, pressionando a inflação e aumentando o risco de desaceleração econômica em várias partes do mundo.

Brasil em posição relativamente mais favorável Galípolo também ressaltou que, apesar do ambiente internacional mais desafiador, o Brasil se encontra em uma posição relativamente mais favorável em comparação a outros países. “O Brasil hoje se beneficia de ser um exportador líquido de petróleo”, disse.

Ele ponderou, no entanto, que ainda há impactos relevantes relacionados à importação de derivados e à dinâmica de preços no setor.

Além disso, destacou que o nível mais elevado da taxa de juros

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