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Com sistema sobrecarregado, presos ficam detidos em viaturas estacionadas em frente ao Palácio da Polícia em Porto Alegre

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Presos aguardam vagas em viaturas em Porto Alegre A cena de presos mantidos de forma improvisada em viaturas por falta de vagas no sistema carcerário voltou a ser registrada em Porto Alegre.

Na manhã desta segunda-feira (30), 58 detidos aguardavam em veículos para serem encaminhados a uma cela na Região Metropolitana de Porto Alegre. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Em frente à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), que fica instalada no Palácio da Polícia, em Porto Alegre, três viaturas da Brigada Militar mantinham três detentos presos dentro dos carros.

O problema ocorre quando não há vagas nos presídios.

O fluxo, que deveria ser da prisão em flagrante para a delegacia e, depois, para o Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (Nugesp), é interrompido.

Com o sistema cheio, os presos são mantidos nas viaturas.

O cenário remete a uma crise vivida pelo Estado entre 2016 e 2019.

O Nugesp, inaugurado em 2022, foi criado para evitar que a situação se repetisse.

Presos aguardam vagas em viaturas em Porto Alegre Reprodução/RBS TV O que diz o governo A Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo atribui o cenário ao aumento no número de prisões. “A população carcerária aumentava de 2% a 4% ao ano.

E no ano passado, houve uma anomalia, que aumentou 14%”, afirma o secretário Jorge Pozzobom. “Eu me incomodo em ter presos em viaturas, mas a sociedade está agradecendo que eles estão presos”, completa o secretário.

Pozzobom também aponta o aumento populacional no Litoral Norte após a pandemia e as enchentes como um novo fator para o déficit de vagas na Região Metropolitana.

Para solucionar o problema, o secretário afirma que quatro presídios estão sendo construídos no interior do Estado, com a expectativa de criar 6 mil novas vagas.

Policiais preocupados Sindicatos que representam os policiais demonstram preocupação. “Isso tem causado um problema muito sério, uma ansiedade muito grande, porque a gente já viu isso acontecer”, declarou Fábio Castro, do UGEIRM Sindicato, que representa escrivães e inspetores da Polícia Civil. “Na medida que o policial tem que dividir seu tempo e seu trabalho entre fazer sua obrigação e custodiar presos, isso afeta de sobremaneira”, concluiu.

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