Chocolate ou 'sabor chocolate'? Entenda o que mudou no produto e como identificar as diferenças no rótulo
Chocolate mudou?
Alta do cacau e mudanças na fórmula explicam diferença no sabor Diogo Nolasco/TV TEM Morder um pedaço de chocolate esperando matar a vontade de doce e notar um gosto diferente.
Ou, depois de anos, voltar a consumir um produto e perceber que o sabor já não é o mesmo.
Relatos como esses têm se tornado cada vez mais comuns.
Mas, afinal, o chocolate mudou ou foi o nosso paladar? Às vésperas da Páscoa, o g1 conversou com especialistas em alimentos e na produção de chocolates para entender como é a composição dos produtos vendidos atualmente e de que forma isso influencia diretamente o sabor. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp A nutricionista Flavia Farinazzi Machado, professora de Tecnologia em Alimentos da Fatec de Marília, explica que a receita original do chocolate era bastante simples: levava basicamente massa de cacau, obtida a partir de amêndoas fermentadas, secas, torradas, descascadas e moídas, e açúcar. “Estamos falando dos primeiros chocolates produzidos.
Depois, houve a adição de sólidos do leite, como leite em pó, soro de leite em pó e gordura de leite, o que contribuiu para deixar o chocolate mais cremoso e com melhor derretimento na boca”, lista.
Segundo a especialista, a mudança na legislação brasileira que ocorreu em 2005 passou a permitir a redução do teor de cacau nos produtos.
Com a Resolução RDC nº 264/2005, o percentual mínimo de sólidos totais de cacau caiu de 32% para 25% nos chocolates amargo e ao leite.
Já no chocolate branco, o teor mínimo de manteiga de cacau foi reduzido para 20%. “Essas alterações abriram espaço para a inclusão de outros ingredientes na composição.
E esta mesma legislação de 2005 permitiu também a adição de gorduras alternativas, ou seja, substitutas da manteiga de cacau”, explica a especialista.
Chocolate, composto ou sabor chocolate: saiba identificar no rótulo TV TEM Flávia explica que as mudanças na composição dos chocolates tiveram como objetivo reduzir o custo de produção, já que as gorduras vegetais são mais baratas do que a manteiga de cacau. “Por isso, produtos rotulados como ‘sabor chocolate’, também chamados de ‘composto’ ou ‘cobertura’, têm uma porcentagem muito baixa de cacau e não podem ser considerados chocolate de fato”, afirma.
A especialista alerta que a composição não influencia apenas o sabor, mas também pode trazer impactos à saúde do consumidor. “O chocolate pode ser um alimento benéfico à saúde, o que traz esses benefícios é a massa de cac
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