Mortos pela própria fumaça: rebelião que matou 9 detentos em Jundiaí completa 20 anos
Rebelião que matou 9 detentos em Jundiaí completa 20 anos Uma tragédia anunciada, agravada pelas ações de uma facção criminosa no estado de São Paulo, levou à morte de nove pessoas na Cadeia Pública de Jundiaí (SP) — todos detentos.
O episódio completou 20 anos neste mês, no mesmo período em que eram registrados oito motins simultâneos em várias regiões do estado.
Na cidade, foram mais de 20 horas de incertezas e muito pânico.
O motim na cadeia pública de Jundiaí teve início após uma tentativa frustrada de fuga em massa.
Durante a rebelião, sete presos morreram asfixiados pela fumaça de colchões incendiados pelos próprios detentos.
Posteriormente, mais duas pessoas que estavam internadas também morreram. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Durante mais de 20 horas de tensão, três agentes penitenciários foram feitos reféns.
A principal reivindicação dos presos era contra a superlotação da unidade, que tinha capacidade para 120 pessoas, mas abrigava 470, número quase quatro vezes maior que o limite.
Caso peculiar Rebelião com 9 mortes na cadeia pública de Jundiaí (SP) completa 20 anos CEDOC/TV TEM O defensor de direitos humanos Belisário dos Santos, ex-secretário de segurança pública na gestão de Mário Covas e membro da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns, lembra que o caso foi diferente de outros motins porque não houve intervenção policial direta. “Eles morreram, mas foram agredidos por eles mesmos.
O curioso é isso”, afirma.
Ele também relembra que os presos mortos no episódio de Jundiaí estavam nas celas chamadas de seguro.
Nesses locais ficam os presos que correm risco de vida na convivência comum, Os detentos mortos estavam nas chamadas celas de “seguro”, destinadas a presos ameaçados por facções ou que correm risco na convivência comum, como autores de crimes sexuais, ex-policiais, delatores, ameaçados por facções ou os que violam regras internas, como em brigas.
Mesmo sem ação policial, Belisário reforça que o Estado tem responsabilidade sobre a vida de quem está sob sua custódia. “O Estado tem responsabilidade sobre a vida das pessoas submetidas à sua custódia.
Obviamente que tem.
A Polícia Militar não invadiu, eles não foram vítimas de violência policial, mas claro, o Estado tem que prover condições de segurança para as pessoas que a Justiça determina que sejam mantidas sob sua custódia.” O especialista lembra ainda que boa parte dos presos que estão em Centros de Detenção Provisória (
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