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De móveis recolhidos nas ruas à Câmara de Frankfurt: conheça a trajetória da brasileira eleita vereadora na Alemanha

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Bauruense Adriana Maximino dos Santos conquistou 55 mil votos e foi eleita para a Câmara Municipal de Frankfurt Arquivo pessoal Bauruense de 56 anos, Adriana Maximino dos Santos é vereadora eleita na cidade de Frankfurt, na Alemanha.

Com 55.946 votos, a brasileira inicia um mandato de 5 anos.

Em entrevista ao g1, a mulher, que ganhou uma cadeira na Câmara Municipal e um lugar no Conselho Municipal de Imigrantes, relembra a trajetória, cita as dificuldades pelas quais passou e mira em direção ao que deseja fazer politicamente após a vitória. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp A hoje parlamentar recordou os momentos iniciais de sua estadia no país europeu, quando chegou em 2012 com os dois filhos.

Primeiros anos na Alemanha “Nós tivemos uma chegada muito difícil.

Viemos com pouco dinheiro e mobiliamos todo o nosso apartamento com móveis da rua.

Foi complicado, porque é difícil uma mulher estrangeira, sozinha com duas crianças e não branca, fazer com que as pessoas acreditem que você vai dar conta de pagar um apartamento”, destaca.

Veja os vídeos mais acessados no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Com as crianças na escola e o término do doutorado em 2014, ela se tornou tradutora juramentada e fundou uma associação de direitos humanos para se engajar social e politicamente com outros brasileiros que estavam na Europa.

Em meio ao impeachment de Dilma Rousseff no Brasil, em 2016, Adriana tinha o objetivo de trazer a situação do seu país natal para os europeus.

Nesse contexto, surgiu a ideia de organizar a ida de um cacique para a Alemanha, o que aumentou o desejo de se estruturar de forma mais ativa no local.

Articulação política e fundação de grupo de imigrantes A pauta indígena é uma das agendas que despertou o interesse de Adriana Maximino dos Santos na articulação política Arquivo pessoal A partir desse momento, a vereadora criou uma associação para apoiar os povos indígenas, como os Guarani-Kaiowá do Brasil, além do destaque aos imigrantes.

A formação do grupo de trabalho Abá eV, em 2017, teve como objetivo a priorização dos direitos humanos, do intercâmbio cultural, da participação política e social e da sustentabilidade na Alemanha e no mundo Sul. “Temos três pilares: coesão social e participação social de imigrantes na sociedade alemã, educação global de conhecimentos do sul global para Alemanha e o apoio de povos indígenas”, explica.

Ela ainda conta que a associação tem como destaque o público feminino. “Aplicamo

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