Defesa de Bolsonaro diz que ficou sabendo de fala de Eduardo sobre suposto acesso a vídeo em rede social pela intimação de Moraes
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (30) que tomou conhecimento da fala de Eduardo Bolsonaro, que afirma estar gravando um vídeo e mostrando ao pai, preso em regime domiciliar, pela intimação feita pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). “Inicialmente, esclarece-se que o conhecimento do fato mencionado somente ocorreu por ocasião da intimação do r. despacho, não havendo ciência prévia da gravação realizada por terceiro durante evento ocorrido no exterior, tampouco de sua posterior divulgação em rede social”, diz a defesa.
Além disso, afirmou que Bolsonaro vem observando “de forma rigorosa, integral e permanente todas as condições fixadas para o cumprimento da prisão domiciliar humanitária” e que se compromete a permanecer em absoluto cumprimento das medidas impostas.
Jair Bolsonaro está detido em casa desde a última sexta-feira (27), após passar duas semanas internado em um hospital particular em Brasília, para tratar um quadro de broncopneumonia.
O ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, aparece na porta de sua casa, durante sua prisão domiciliar, em Brasília, Brasil, em 21 de novembro Mateus Bonomi/Reuters Quando Moraes converteu a prisão em regime domiciliar, ele determinou que o ex-presidente está sujeito a medidas cautelares.
Entre elas, tem de usar tornozeleira eletrônica e está proibido de usar celular e redes sociais (veja mais abaixo).
Veja os vídeos que estão em alta no g1 No pedido de esclarecimentos desta segunda-feira (30), Moraes cita trecho de uma participação de Eduardo Bolsonaro em um evento conservador realizado no Texas, nos Estados Unidos, no último fim de semana.
O ex-deputado está morando nos EUA desde fevereiro do ano passado.
No vídeo, Eduardo aparece segurando o aparelho celular, e afirma que está gravando um vídeo para mostrar ao ex-presidente.
Eduardo Bolsonaro em evento conservador nos EUA em março de 2026.
Reprodução/Redes Sociais A defesa de Bolsonaro afirmou que não há “dado objetivo que indique comunicação atual, direta ou indireta, com o Peticionário, tampouco gravaçã reprodução ou utilização de qualquer meio vedado no âmbito da prisão domiciliar humanitária temporária”.
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