Medicamentos para perda de peso e sua manipulação em massa sem controle: relatos expõem riscos do consumo de versões ilegais
Popularização de tratamentos para obesidade manipulados de forma irregular tem ampliado a circulação de medicamentos sem garantia de procedência, é essencial procurar informação confiável divulgação A busca por alternativas para o controle do peso tem levado muitas pessoas a recorrer a soluções arriscadas nas redes sociais.
Todos os dias quem busca perder peso acaba sendo exposto a ofertas irresponsáveis de influenciadores e clínicas médicas que oferecem tratamentos com medicamentos manipulados em massa.
Entre os medicamentos que passaram a circular nessas conversas estão aqueles que atuam em hormônios do organismo ligados ao controle do apetite e da glicose, conhecidos na medicina como terapias incretínicas, como a tirzepatida, semaglutida e liraglutida, e aprovados para o tratamento de doenças crônicas como obesidade, sobrepeso com comorbidades e diabetes tipo 2 . É importante destacar que sua indicação é clínica e não estética, e o seu uso deve ser sempre prescrito e acompanhado por um médico.
Um medicamento aprovado pela Anvisa percorre um longo caminho antes de chegar ao paciente.
O processo envolve anos de pesquisa clínica com milhares de voluntários, avaliação rigorosa de segurança, eficácia e qualidade pela Anvisa, e monitoramento contínuo mesmo após a chegada ao mercado, a chamada farmacovigilância.
Cada lote produzido pela indústria farmacêutica é rastreável e segue padrões internacionais de fabricação (as chamadas Boas Práticas de Fabricação), que garantem desde a pureza dos insumos até as condições de armazenamento e transporte.
Autoridades sanitárias alertam, porém, que o crescimento da procura desses medicamentos para perda de peso também tem sido acompanhado pela oferta de versões manipuladas em massa fora dos padrões regulatórios, o que levanta preocupações sobre segurança, qualidade e procedência.
A segurança do paciente e a consistência na qualidade são pilares das Boas Práticas de Fabricação.
O tema ganhou ainda mais visibilidade no horário nobre da TV.
Em uma iniciativa inédita, a Lilly firmou parceria com a Globo para levar o alerta sobre medicamentos irregulares à novela Três Graças.
A trama, que já retratava os perigos da falsificação de medicamentos no núcleo da Fundação Ferette comandada pelo vilão Ferette (Murilo Benício), aprofundou a discussão trazendo para a ficção outras irregularidades presentes no mercado real.
Na trama, a personagem Zenilda (Andréia Horta) assume a defesa de uma vizinha que adoece após se tratar
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