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Objeto no motor ou falha: o que pode explicar explosão em motor de avião em aeroporto em Guarulhos

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Vizinhos do Aeroporto de Guarulhos gravam avião em chamas e narram barulho de explosão A Força Aérea Brasileira (FAB) está investigando a explosão do motor de um avião da Delta Airlines após a decolagem do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na noite de domingo (28).

A aeronave, um Airbus A330-300, transportava 272 passageiros e 14 tripulantes e tinha como destino a cidade de Atlanta, nos Estados Unidos.

Apesar do susto, o avião pousou em segurança e ninguém ficou ferido.

A decolagem ocorreu às 23h49 e, poucos segundos depois, houve duas explosões no motor do lado esquerdo.

Parte do material chamuscado caiu no gramado ao lado da pista e provocou um incêndio em uma área de mata.

O piloto declarou “mayday” e acionou os bombeiros do aeroporto.

Todo o voo durou cerca de nove minutos e 12 segundos, segundo a plataforma Flightradar24.

Em poucos minutos, o fogo foi extinto.

A causa oficial do incidente será determinada pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

Especialistas em segurança de voo ouvidos pelo g1, no entanto, apontam algumas hipóteses.

Entre as principais delas estão a ingestão de objetos ou fauna (quando algo é sugado pela turbina), falhas em componentes, como as pás do motor, por defeito de fabricação ou manutenção, e mau funcionamento nos sistemas operacionais da aeronave.

Segundo o especialista em gerenciamento de risco Gerardo Portela, dados históricos do Cenipa mostram que a entrada de objetos estranhos está entre as causas mais frequentes desse tipo de ocorrência. “Às vezes, têm aeronaves ou carro de transporte que deixam cair alguma coisa - até um parafuso.

Na hora que o avião está ganhando velocidade, pode passar com a roda, levantar aquele objeto e pode entrar dentro da turbina, ficar alojado e, nos primeiros minutos, acontecer o que aconteceu”, explica Portela.

Motor de aeronave da Delta é alvo de explosão neste domingo (29), após decolagem no Aeroporto de Guarulhos, na Grande SP.

Reprodução/Redes Sociais Outra possibilidade é a quebra de uma palheta da turbina. “Também pode haver uma falha operacional do sistema de compressão, como o chamado ‘compressor stall’ (estol de compressor), que provoca um desequilíbrio: passa combustível, mas não há ar suficiente para a combustão”, afirma Portela.

Apesar das imagens impressionantes, o especialista em segurança de voo Roberto Peterka afirmou à GloboNews que o risco para passageiros e tripulação é reduzido, já que existem protocolos r

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