Laudo do IML aponta causa indeterminada para morte de bebê após cirurgia de fimose no AM
‘Gostava de ouvir música com o avô’ diz mãe de bebê que morreu em cirurgia em maternidade O laudo de exame necroscópico do Instituto Médico Legal (IML) sobre a morte de Pedro Henrique Falcão Soares Lima, de 1 ano e 7 meses, aponta causa indeterminada para o óbito.
A criança morreu em 11 de dezembro, após procedimento cirúrgico de fimose no Hospital Municipal Maternidade Eraldo Neves Falcão, em Presidente Figueiredo, no interior do Amazonas. ➡️A mãe da criança, Stefany Falcão Lima, atribui que a morte foi causada por um erro na dose de anestesia aplicada pelo médico Orlando Calendo Ignacio Astampo.
A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar o caso.
O g1 tenta contato com a defesa de Orlando.
De acordo com o laudo obtido com exclusividade pelo g1, Pedro recebeu atracúrio, ketamina e propofol antes do procedimento.
Logo após a aplicação, os sinais vitais caíram e a criança morreu.
O corpo foi exumado 30 dias depois, já em avançado estado de decomposição, o que impediu a coleta de amostras para exames toxicológicos e histopatológicos.
Ainda no laudo, o perito destacou que a traqueia estava livre de obstruções, afastando hipóteses de bloqueio mecânico. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Ao g1, a advogada Doracy Queiroz de Oliveira Neta, houve falhas graves na condução do caso e a omissão do hospital em comunicar o óbito à polícia comprometeu a coleta de provas.
O g1 solicitou nota do hospital e aguarda retorno. “Nossa expectativa é que a oitiva do médico seja finalmente realizada e que o inquérito seja relatado.
Não aceitaremos que a ‘causa indeterminada’ encerre o caso, pois essa conclusão é fruto direto do descaso do hospital municipal, que não comunicou o óbito à polícia e permitiu que a criança fosse enterrada sem os exames periciais necessários”, afirmou.
A advogada destacou que o laudo mostra que a traqueia da criança estava livre de obstruções, o que reforça a tese de que o problema não foi mecânico, mas sim relacionado às medicações aplicadas. “O fato da traqueia estar livre levanta a certeza de que o problema não foi uma obstrução imprevisível, mas sim uma depressão respiratória severa causada pelos fármacos.
Isso reforça que o risco era conhecido e foi negligenciado”, disse a advogada.
O g1 solicitou nota à Polícia Civil do Amazonas sobre os próximos passos da investigação e aguarda resposta.
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