Como essas orquídeas produzem perfumes para 'manipular' insetos na natureza
Orquídea da espécie Bulbophyllum lobbii sajeekongsuwan / iNaturalist Pesquisas realizadas na Amazônia e no Cerrado revelam que algumas orquídeas brasileiras desenvolveram estratégias sofisticadas para garantir a reprodução.
Essas plantas são capazes de produzir perfumes químicos altamente específicos para atrair determinados insetos — e, em alguns casos, usam até mecanismos que funcionam como verdadeiras armadilhas para forçar a polinização.
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Artista desenha mapa do mundo com 1.642 animais e se surpreende com o Brasil Publicado recentemente na revista científica Processes, um estudo liderado por pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA) detalha como cinco espécies amazônicas do gênero Gongora — G. histrionica, G. jauariensis, G. longiracemosa, G. minax e G. pleiochroma — utilizam coquetéis aromáticos para garantir a reprodução.
Enquanto isso, levantamentos taxonômicos publicados na revista Rodriguésia lançam luz sobre o gênero Bulbophyllum, cujas flores usam o movimento e o mimetismo visual para atrair moscas em áreas remanescentes de Mata Atlântica e Cerrado.
Feromônio de “aluguel” Orquídea da espécie Gongora histrionicaNível de Pesquisa vrufray / iNaturalist As plantas não evoluem para perfumar o mundo para os seres humanos.
Para as orquídeas do gênero Gongora, o perfume é uma ferramenta de negociação. “Plantas não evoluem naturalmente para produzir perfumes para o benefício da humanidade”, alertam os cientistas da UFPA no artigo.
Diferente da maioria das flores que oferecem néctar — o “açúcar” que alimenta os insetos —, as Gongoras oferecem fragrâncias puras.
O público-alvo são os machos das abelhas euglossinas, conhecidas como “abelhas das orquídeas” pelas suas cores metálicas.
Essas abelhas não “comem o perfume”; elas o coletam e o armazenam em estruturas especializadas nas patas traseiras para usá-lo, mais tarde, como um feromônio de sedução para atrair as fêmeas.
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Descubra abaixo: Veja os vídeos que estão em alta no g1 A precisão química é o que garante que o pólen de uma espécie não acabe na flor de outra.
O estudo da UFPA identificou “assinaturas químicas” únicas: Gongora histrionica: possui uma fragrância dominada pelo 1,8-cineole (27,5%), com notas que remetem ao eucalipto, e pelo (E,E)-α-farnesene (29,3%).
Gongora jauariensis: u
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