Primeira transfusão de sangue entre onças-pintadas do país é feita em SP para salvar animal com doença renal
Primeira transfusão de sangue entre onças-pintadas do país é feita em SP Uma onça-pintada de 18 anos passou pela primeira transfusão de sangue já registrada entre animais da mesma espécie no Brasil.
O procedimento inédito foi acompanhado pelo Fantástico e realizado em São Paulo para tentar salvar o felino, que enfrenta um quadro grave de doença renal.
Jack, como é chamado, estava anêmico e debilitado, sem condições de iniciar a hemodiálise, tratamento necessário para compensar a falha dos rins.
A alternativa encontrada pelos veterinários foi recorrer ao sangue de outra onça-pintada saudável.
A doadora foi Ruana, uma fêmea jovem que vive em um zoológico na capital paulista.
Corrida contra o tempo Jack nasceu no Pará e passou por diferentes estados até chegar, no ano passado, a Sorocaba, no interior de São Paulo.
Já idoso, ele começou a apresentar sinais graves da doença.
Segundo o veterinário Gabriel Corrêa de Camargo, o estado do animal exigia ação imediata. “É típico de um animal que está em crise por conta da doença renal.
Um animal que está bem anêmico também.” Com o organismo debilitado, ele não resistiria à hemodiálise sem antes receber sangue.
A equipe então levou o animal para o Centro de Medicina e Pesquisa de Animais Silvestres da Unesp, em Botucatu.
Procedimento inédito A transfusão entre onças-pintadas nunca havia sido registrada no Brasil.
Antes da coleta, os veterinários precisaram identificar a compatibilidade sanguínea entre os animais — etapa essencial para evitar rejeição. “É uma coisa inédita aqui no Brasil, não tem nenhum registro”, afirmou a veterinária Maria Fernanda Gondim. “Os grandes felinos têm o tipo sanguíneo A, o B e o AB.
Geralmente, a onça-pintada é o tipo A, mas é importante a gente fazer essa prova para verificar.” Onça-pintada Jack recebe transfusão de sangue inédita no Brasil, durante procedimento em hospital veterinário no interior de São Paulo.
Reprodução/TV Globo No Brasil, 89 onças-pintadas vivem hoje sob cuidados humanos, em instituições que participam de programas de conservação.
A escolha da doadora Ruana foi selecionada como possível doadora por ser jovem e saudável.
Ela vive no Simba Safari, em São Paulo.
Para realizar a coleta, a equipe utilizou um dardo com anestésico aplicado à distância.
Após a sedação, a onça foi levada a um hospital veterinário, onde teve o sangue coletado sob monitoramento. “Assim que a gente tiver todos os parâmetros estáveis, a gente começa”, explicou a veterinária Caroli
原文链接: G1
