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Furto de vírus foi 'caso isolado' e não envolveu organismos geneticamente modificados, diz Unicamp

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Vírus furtado na Unicamp estava em laboratório com maior nível de biossegurança A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) afirmou neste domingo (29) que o furto de vírus do Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada do Instituto de Biologia foi um “caso isolado” e não envolveu organismos geneticamente modificados.

A instituição informou que, ao tomar conhecimento do caso, acionou a Polícia Federal e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, o que possibilitou a “rápida localização e apreensão dos materiais subtraídos”.

Uma sindicância interna foi instaurada, enquanto a investigação federal apura a motivação do caso e o possível envolvimento de “diferentes pessoas físicas e jurídicas”.

Leia o pronunciamento na íntegra abaixo.

A professora doutora Soledad Palameta Miller foi presa em flagrante o dia 23 de abril após a Polícia Federal encontrar as amostras virais que teriam sido retiradas sem autorização de laboratórios da universidade.

Na tarde de quarta-feira (25), o g1 esteve na Unicamp e apurou que o material incluía H1N1 e H3N2, causadores da gripe tipo A, além de outros vírus, tanto humanos quanto suínos.

Miller foi liberada na audiência de custódia e vai responder ao processo em liberdade.

A defesa da docente afirma que não há materialidade na acusação e sustenta que ela utilizava os laboratórios do Instituto de Biologia por não dispor de estrutura própria.

O marido da docente, Michael Edward Miller, também é investigado por suspeita de envolvimento no furto de amostras de vírus.

Ele foi flagrado por câmeras de segurança deixando o Laboratório de Virologia com caixas no fim de fevereiro.

Furto de vírus na Unicamp: PF diz que também investiga marido de pesquisadora e descarta risco à população Arquivo pessoal Ligação do marido com universidade A nota informa que uma empresa associada a Michael participa da incubadora de empresas da universidade, programa voltado ao apoio de empreendimentos inovadores.

Segundo a Unicamp, porém, essa participação não envolve atividades de pesquisa.

A incubadora atua apenas na capacitação das empresas e não exerce “gestão, supervisão ou execução das atividades técnico-científicas”, que são conduzidas de forma independente.

Ainda de acordo com a Reitoria, a empresa tem acesso somente a “espaço compartilhado de escritório”, sem vínculo com laboratórios ou com os materiais de pesquisa mencionados no episódio.

Nota da Unicamp “Com relação à subtração de materiais de pesquisa do Laboratório de Virolog

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