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Material comum em cozinhas vira alvo de batalha judicial após casos de doença pulmonar em trabalhadores

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O quartzo tem sido associado a casos de silicose Freepik Um material comum em milhões de cozinhas está no centro de um debate cada vez mais intenso nos Estados Unidos.

O quartzo utilizado em bancadas — alternativa ao mármore e ao granito — tem sido associado a casos de silicose, doença pulmonar grave provocada pela inalação de poeira mineral. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem?

Mande para o g1 De acordo com o jornal “The New York Times”, o aumento de diagnósticos entre trabalhadores que cortam e moldam essas placas abriu uma disputa entre empresas, profissionais do setor, médicos e advogados.

O tema chegou ao Congresso americano.

Um projeto em análise poderia colocar o quartzo na mesma categoria jurídica de produtos como vacinas e armas de fogo, que contam com proteção federal contra determinados processos por danos.

Trabalhadores e especialistas em saúde ocupacional afirmam que a poeira liberada durante o corte do material pode ser extremamente perigosa — e que os mais expostos são justamente os profissionais responsáveis por transformar as placas em bancadas de cozinha.

Brasil tem mais de 546 mil afastamentos por saúde mental em 2025 e bate recorde O trabalho que transforma pedra em bancada Antes de chegarem às residências, as placas de quartzo passam por um processo de produção que inclui corte, lixamento e acabamento.

Segundo o jornal, grandes chapas de pedra artificial são enviadas a oficinas especializadas, onde trabalhadores usam serras e lixadeiras para moldar o material e criar aberturas para pias, torneiras e cantos das bancadas.

Durante o processo, o corte libera uma poeira fina que contém sílica, mineral presente no quartzo.

Segundo o jornal, essas partículas microscópicas podem se alojar nos pulmões quando inaladas.

O organismo passa a tratá-las como corpos estranhos e desencadeia uma resposta inflamatória.

Com o tempo, o tecido pulmonar desenvolve cicatrizes que reduzem a capacidade respiratória.

Esse processo resulta em silicose, doença progressiva e sem cura.

Casos entre trabalhadores Jeff Rose, de 55 anos, trabalhou por anos esculpindo bancadas de quartzo em Georgetown, no estado de Kentucky.

Era um trabalho de que gostava, que exigia habilidade manual e criatividade.

Hoje, o ex-cortador convive com a silicose. “Adoro ser criativo com as minhas mãos.

Não consigo mais fazer isso”, disse Rose em entrevista ao The New York Times.

O filho dele, Skyler, de 30 anos, seguiu o mesmo caminho profissional e também trabalhou corta

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