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Estudante de escola pública do CE vai representar o Brasil nos EUA com projeto de IA que mapeia feminicídios

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Jovem do CE comenta alegria em representar o Brasil em feira científica nos EUA.

A estudante Yanna Queiroz, de 16 anos, vai ser uma das representantes do Brasil em uma das maiores feiras de ciência do mundo, que acontecerá em Phoenix, nos Estados Unidos, no mês de maio.

Yanna conquistou a participação após ser premiada com um projeto que usou Inteligência Artificial para analisar dados de feminicídio no Ceará.

Yanna é estudante do 3º ano do ensino médio na Escola de Ensino Médio de Tempo Integral (EEMTI) Deputado Joaquim de Figueiredo Correia, colégio público de Iracema, município no interior do Ceará — a cerca de 284 km de Fortaleza.

Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp Em 2025, quando ainda estava no 2º ano do EM, Yanna realizou a pesquisa “Rastreando a demografia do feminicídio no Ceará (2022-2025) através do aprendizado de máquina e análise cartográfica”.

O trabalho foi premiado na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE) na categoria 1º lugar em Ciências Sociais Aplicadas e ISEF.

LEIA TAMBÉM: Jovem que criou ONG de educação no CE aos 13 anos ganha bolsa milionária para estudar nos EUA Cearense de 16 anos é a única mulher entre brasileiros classificados para olimpíadas internacionais de Física 💡 A Regeneron International Science and Engineering Fair (ISEF) é considerada a maior competição internacional de ciências pré-universitária do mundo.

O evento é a principal vitrine global para jovens cientistas.

A feira reúne projetos com grande rigor científico e abre portas para oportunidades acadêmicas e profissionais. “Eu sempre gosto muito de fazer trabalhos voltados para o social.

E a gente está tendo uma tomada muito crescente de feminicídios, não só no Ceará, mas também no Brasil.

Só que eu decidi levar assim como enfoque principal na minha pesquisa o Ceará, porque é a região onde eu vivo”, comentou a estudante. “Eu buscava entender quais seriam os perfis, o que poderia ser feito para a gente poder minimizar essa quantidade de feminicídios”, reforçou Yanna.

Dados das vítimas Perfil das vítimas de casos de feminicídio obtido na pesquisa da estudante cearense.

Louise Anne Dutra/SVM Yanna disse que testes feitos na ferramenta apontaram uma acertabilidade de quase 99%.

Foram extraídas informações sobre os perfis das vítimas, como idade, local de residência, raça e contexto das mortes. “A gente fez alguns outros processos para compreender a dinâmica, ver o perfil dessas vítimas.

E para saber o perfil delas, a gente

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