Palhaço há sete anos, professor usa humor para levar arte a comunidades no AC: 'Não é só performance'
Com humor e arte, professor leva alegria a comunidades carentes do Acre No picadeiro ou fora dele, o riso ainda é um dos caminhos mais curtos para tocar alguém.
No Dia do Circo, celebrado nesta sexta-feira (27), a história do Palhaço Pipoca mostra que a lona pode até não estar presente, mas o impacto da arte segue firme, principalmente onde ela quase nunca chega.
Por trás do nariz vermelho está Tássio Santos da Silva, de 37 anos, rio-branquense e professor de Educação Física.
Ele é morador de Plácido de Castro, no interior do Acre, há dez anos.
Foi no próprio ambiente de trabalho, entre atividades escolares e brincadeiras, que o personagem nasceu. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Um episódio definiu o rumo: durante uma atividade em uma escola de Cruzeiro do Sul, também no interior do estado, uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA), chorou de emoção ao vê-lo.
A reação marcou Tássio e mudou a forma como ele enxergava o que fazia.
A partir dali, o professor decidiu então se dedicar à palhaçaria.
O que começou como extensão da recreação ganhou forma, nome e propósito. “A infância, em muitos lugares, é atravessada por responsabilidades muito cedo.
Quando a gente leva arte e alegria, não é só entretenimento, é restituição de um direito’’, ressaltou.
Tássio Santos, de 37 anos, é professor, ele criou o Palhaço Pipoca e há mais de sete anos leva arte e humor a comunidades Arquivo pessoal LEIA MAIS: ‘Minha família diz que já nasci palhaço’, diz estátua viva no AC Contador de histórias do AC percorre o país com apresentações sobre imaginário popular: ‘Espetáculo que emociona’ Projeto em escola pública do AC expõe atividades voltadas à cultura indígena local: ‘ajuda a construir respeito’ O Palhaço Pipoca soma mais de sete anos de atuação em escolas urbanas e rurais, eventos, praças e projetos sociais.
A agenda inclui apresentações em ações organizadas pelo Serviço Social do Comércio (Sesc), onde o professor trabalha, bem como aniversários e em bairros com pouco acesso à cultura.
Segundo Tássio, a rotina é puxada.
Pela manhã ele dá aulas, à tarde atua como recreador e à noite estuda e ensaia técnicas circenses. “Quando eu chego em comunidades onde o acesso à arte quase não existe, eu me coloco ainda mais no papel de acolher.
Ali, não é só espetáculo. É como se eu precisasse abrir caminho primeiro, criar confiança”, explicou.
O trabalho como palhaço complementa a renda, com participação também em editais públicos de cultura.
Mas é n
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