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Cidade considerada a mais poluída do mundo pela ONU avança no mercado de créditos de carbono

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Cubatão concilia preservação ambiental com desenvolvimento industrial Alexsander Ferraz/AT Conhecida nos anos 1980 como a ‘cidade mais poluída do mundo’, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), e apelidada de ‘Vale da Morte’, Cubatão (SP) deixou a imagem negativa no passado e entra em uma nova fase.

O município avança para a comercialização de créditos de carbono, transformando a recuperação ambiental em um ativo econômico e sustentável.

Na prática, isso significa que ações como reflorestamento, recuperação de áreas degradadas e controle de emissões poderão gerar créditos ambientais negociáveis, capazes de atrair investimentos privados e criar novas fontes de receita (veja abaixo). ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp.

A formalização da iniciativa ocorrerá na terça‑feira (31), às 10h, durante a Conferência Municipal ODS – Cubatão 2030, com a assinatura de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre a prefeitura e o Instituto Brasileiro de Educação e Desenvolvimento em Inovação Sustentável (IBEDIS).

A iniciativa marca uma virada para a cidade, que passa a usar a sustentabilidade como estratégia de desenvolvimento.

Agora, o município caminha para ser o primeiro da Baixada Santista apto a comercializar créditos de carbono.

Nos anos 80, Cubatão convivia com doenças respiratórias, casos de malformações congênitas e forte degradação ambiental, resultado da intensa atividade industrial e do impacto sobre rios, mangues e áreas urbanas.

O cenário levou à adoção de políticas rigorosas de controle ambiental.

Ex-Vale da Morte: Cubatão assina parceria para reduzir emissão de gases Cidade mais poluída do mundo recebe novo selo verde da ONU Modelos de casas flutuantes que vão substituir palafitas; veja detalhes Vila Parisi, em Cubatão (SP), no dia 3 de maio de 1985 João Vieira/Arquivo A Tribuna Formalização da iniciativa Segundo o prefeito César Nascimento (PSD), a proposta está alinhada à Lei nº 15.042/2024, que instituiu o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE), criando um ambiente regulado e voluntário para a comercialização de créditos de carbono no Brasil.

A construção do programa também envolveu uma atuação internacional do município.

Durante a COP 30, realizada em Belém (PA), representantes da prefeitura participaram de reuniões com instituições e fundos de investimento internacionais, incluindo grupos da Europa e da Ásia.

Segundo a administração municipal, os encontros tiveram como

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