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Jovem com diagnóstico de HIV exposto em UPA pede respeito a pacientes em postos de saúde de Ribeirão Preto, SP

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Médica e enfermeira são afastadas após suspeita de exposição de paciente em UPA O jovem de 23 anos que teve o diagnóstico de HIV exposto na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Oeste em Ribeirão Preto (SP) pede que os profissionais de saúde tenham respeito com os pacientes não só na hora de informar sobre a doença, mas nos demais acompanhamentos necessários.

Segundo ele, a falta de privacidade é um comportamento comum na rede municipal de saúde. “Respeito, privacidade.

Você vai em uma UPA de pronto atendimento, a maioria das vezes o atendimento é de porta aberta, você fica sabendo do diagnóstico.

Eu acredito que precisa de uma reestruturação, uma atenção da prefeitura, da Secretaria de Saúde em relação a isso.” O secretário de Saúde de Ribeirão Preto, Maurício Godinho, disse que todos os funcionários das unidades de saúde passam por treinamento para que as normas do sigilo sejam respeitadas.

Faça parte do canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Paciente diz que teve diagnóstico de HIV revelado na frente de outras pessoas em UPA de Ribeirão Preto, SP Reprodução/EPTV Denúncia por constrangimento O analista de dados, que prefere não se identificar, denunciou o caso no início de março.

Ele procurou atendimento na UPA Oeste após uma relação sexual com suspeita de transmissão do vírus.

A intenção era receber a Profilaxia Pós-Exposição (PEP). 🔎 A Profilaxia Pós-Exposição (PEP) é uma medida de urgência do SUS para prevenir HIV, hepatites virais e ISTs, indicada após risco (sexo sem camisinha, violência sexual, acidentes com perfurocortantes).

Deve ser iniciada em até 72 horas (idealmente nas primeiras duas horas) e dura 28 dias. É gratuita, sigilosa e disponível em serviços de emergência.

No entanto, após um exame, ele soube do resultado positivo para HIV por uma médica e uma enfermeira que anunciaram a confirmação - prova e contraprova da análise - em voz alta e na frente de outros pacientes que estavam na UPA.

Segundo ele, não houve qualquer tipo de acolhimento por parte da médica ao informar que ele não era elegível para receber o protocolo de PEP.

O diagnóstico também foi dito na frente da sobrinha do rapaz, que o acompanhava no momento. “Além do susto, né, que todo mundo leva ao receber qualquer tipo de diagnóstico, eu fiquei muito constrangido.

Na hora, eu comecei a chorar muito, porque ficaram olhares de pessoas.

Você via as pessoas comentando, até os próprios profissionais comentando entre eles.

Eu fiquei muito constrangido.

Não tinha força

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