Como civis em Teerã estão sofrendo os impactos da guerra: 'Minha filha está sob os escombros'
Equipes de resgate escavam os escombros de um prédio residencial em Teerã destruído por um ataque de Israel BBC Uma mãe está em pé junto aos escombros, clamando por sua filha.
Há dias ela espera que equipes de resgate comecem a escavar os restos destruídos do que antes era o apartamento de sua filha em Resalat, um bairro residencial na zona leste de Teerã, no Irã. “Eles não têm pessoal suficiente para tirá-la de lá”, diz a mulher. “Ela tem medo do escuro.” Há um mês, o Irã está em guerra com os Estados Unidos e Israel, que têm realizado ataques em todo o país contra alvos ligados ao regime.
Mas esses ataques também estão tendo um impacto devastador sobre os civis que vivem nas proximidades.
Eles estão presos entre bombardeios aéreos e um regime repressivo que respondeu aos protestos contra o governo com uma repressão brutal em janeiro.
Desde o início da guerra, a BBC Eye coletou imagens exclusivas de jornalistas independentes dentro de Teerã.
Mãe de crianças mortas em escola bombardeada no Irã lembra última conversa: ‘Venha nos buscar na escola’ ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Veja os vídeos que estão em alta no g1 A BBC raramente tem permissão para entrar no Irã e não teve acesso desde o início da guerra.
Reunimos depoimentos de testemunhas oculares, filmamos consequências dos ataques e analisamos imagens de redes sociais e de satélite.
Nossa análise mostra que houve uma série de ataques contra alvos ligados ao Estado, localizados em bairros civis de Teerã, com consequências mortais para os moradores das redondezas.
Imagens aéreas BBC Dezenas de famílias moravam no prédio de apartamentos de vários andares em Resalat antes de ele ser destruído por um ataque aéreo israelense em 9 de março.
A mulher presa nos escombros morava no complexo com o marido e a filha pequena.
Dias após o ataque, ela e a filha foram encontradas mortas sob os escombros.
O marido sobreviveu.
Outro prédio de apartamentos, do outro lado da rua, também foi destruído no ataque aéreo.
Um homem de 55 anos, que morava lá, disse que o ataque foi “tão repentino”, que ele foi “arremessado para o outro lado do cômodo”.
Ele diz que tudo o que tem agora está enterrado sob os escombros. “Não tenho mais nada.
Todos os meus documentos, tudo, se foi.” Autoridades locais e moradores dizem que entre 40 e 50 pessoas morreram neste único ataque.
Os desabrigados estão hospedados em um hotel próximo. “Esta era a nossa vida”, acrescenta o homem.
As Forças de Defes
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