Buffet é interditado após suspeita de água contaminada e casos de gastroenterite em Belém
Sirene de polícia Foto: Reprodução Google.
A Divisão de Vigilância Sanitária (Devisa) investiga um buffet em Belém após denúncias de pessoas que passaram mal após participarem de festas no local.
O espaço foi interditado na sexta-feira (20) após a confirmação de contaminação da água utilizada no estabelecimento.
Segundo a Devisa, a primeira denúncia foi registrada no dia 16 de março, após um aniversário infantil realizado no dia 14, no espaço que fica localizado no bairro da Pedreira.
De acordo com o relato, convidados começaram a apresentar sintomas como náuseas, dores abdominais, diarreia, vômito e febre poucas horas após o evento.
Ainda segundo a denúncia, cerca de 80% das pessoas presentes teriam adoecido.
A suspeita é de que os sintomas estejam relacionados ao consumo de água ou alimentos preparados no local.
Pessoas que consumiram apenas doces levados de fora não apresentaram sintomas.
Após a denúncia, equipes da vigilância sanitária fizeram uma inspeção no buffet e coletaram amostras de água da cozinha.
O material foi analisado pelo Laboratório Central do Estado do Pará (Lacen-PA), que identificou a presença de bactérias como coliformes totais, Escherichia coli, Salmonella e outros micro-organismos.
Clique e siga o canal do g1 Pará no WhatsApp Veja os vídeos que estão em alta no g1 De acordo com o laudo, a água estava imprópria para consumo humano e apresentava contaminação considerada severa, com risco de causar infecções gastrointestinais e outras doenças.
Diante do resultado, o estabelecimento foi interditado.
Mesmo após a interdição, a Devisa recebeu novas denúncias de que o local teria funcionado no sábado (21) para outro evento infantil.
Participantes também relataram sintomas de gastroenterite, o que levantou suspeita de novos casos relacionados à água contaminada.
O órgão informou que já havia aplicado um auto de infração na primeira fiscalização e que um novo documento está sendo lavrado devido ao descumprimento da interdição e às novas ocorrências.
Uma das responsáveis relatou que contratou o buffet por cerca de R$ 11 mil e afirmou que não foi informada sobre a interdição do espaço.
Segundo ela, diversos convidados passaram mal após a festa, incluindo ela e o marido, que precisaram de atendimento médico.
Outro caso envolve uma festa com cerca de 70 pessoas, das quais 55 apresentaram sintomas semelhantes após o evento.
Entre os afetados, há relato de uma criança que permanece internada.
A Devisa informou que está adotando
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