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Protetora deixa flores e carta para cachorro morto com 12 tiros em MG: 'Fiz o que meu coração pediu'

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Protetora deixou flores e uma carta a cãozinho assassinado em Pará de Minas Vilma Martins/Divulgação Uma protetora de animais em Pará de Minas, no Centro-Oeste de Minas Gerais, deixou flores na porta da casa onde um cãozinho foi assassinado a tiros.

O gesto simples, mas carregado de significado, chamou atenção para a brutalidade do crime, ocorrido no sábado (21), quando o animal foi morto com 12 disparos dentro de uma garagem por Rodrigo Luiz dos Santos, de 59 anos, que foi preso, pagou fiança e foi liberado no dia seguinte.

O gesto foi da cuidadora e protetora de animais Vilma Maria Martins, que há mais de 10 anos atua na causa.

Sensibilizada com a brutalidade, ela decidiu ir até a porta da casa onde o cão foi morto e deixar flores e uma carta. “Minha singela homenagem a um cãozinho que foi brutalmente assassinado aqui.

Agora você está bem e é uma linda estrelinha a brilhar no céu”, escreveu na carta. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste de Minas no WhatsApp Homem mata cachorro a tiros em Pará de Minas Ao g1, Vilma relatou o impacto emocional da cena do assassinato, que foi compartilhada, e afirmou que, apesar da indignação, não alimenta sentimentos contra o autor dos disparos.

Veja o crime registrado no vídeo acima. “Eu não tenho sentimento nenhum em relação ao assassino.

Eu deixo que a justiça dos homens faça seu papel.

E que a justiça divina também se encarregue”, disse.

Ao falar do animal, a emoção aparece, de forma inevitável. “Meu único sentimento foi em relação ao cãozinho.

Acuado dentro de uma garagem, sem ter como escapar, vendo aquele homem machucando ele com os tiros até a morte.

Será o que passou pela cabecinha dele? ‘Por que ele tá me machucando?

Eu não fiz nada com ele", refletiu.

Cena marcante, comoção e revolta Vilma contou que já presenciou muitas situações difíceis ao longo dos anos na proteção animal, mas que esse caso foi especialmente marcante. “Já vi muita coisa nesses dez anos.

Mas essa cena vai ficar gravada na minha memória.

Assisti um pedaço do vídeo e parei.

Comecei a chorar”, afirmou.

O caso gerou forte repercussão entre moradores e defensores da causa animal.

Para Vilma, o gesto da homenagem foi uma forma de dar dignidade ao animal e expressar o luto coletivo. “Eu fiz o que meu coração pediu”, resumiu.

Nesta semana houve ainda uma manifestação que reuniu dezenas de pessoas com cartazes, balões.

Juntas as pessoas protestaram, fizeram orações e falaram da importância de combater a violência con

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