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Compradores esperam há 10 anos entrega de residencial em Mogi Mirim

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Estado registra aumento de 59,8% em reclamações sobre entrega de imóveis de 2024 para 2025 A legislação determina que na venda de imóveis na planta, a construtora pode atrasar em até 180 dias o prazo de entrega, mas em Mogi Mirim (SP) a espera de um grupo chega a 10 anos.

Os compradores do Residencial Orion se uniram em uma associação para tentar encontrar uma alternativa para o problema, mas até o momento não há sinal de quando eles terão acesso aos bens que compraram.

A incorporadora Olimpo, que assimiu a obra depois que antiga construtora faliu, foi procurada para comentar sobre a demora na entrega, mas não se manifestou até esta publicação.

Prejuízo e sonho interrompido Entre os compradores, há quem tenha feito o pagamento do imóvel à vista.

O casal Roberta e Thomaz pagou cerca de R$ 400 mil no apartamento em 2014, pois sonhava em deixar a casa em que moravam por um local mais seguro. “Quando nós compramos, tinha uma torre que estava de pé e estava iniciando o projeto da fundação da segunda.

Passou alguns meses e não evoluiu.

A obra estava parada”, relata o comerciante Thomaz Neto. “Era um sonho sair da casa que a gente tem hoje em dia para vir para mais segurança.

A gente imaginava que aqui a gente ia ter uma qualidade de vida melhor”, contou a empresária Roberta Cutri.

Alessandra e Sérgio venderam a casa que tinham em Penapólis (SP), em 2021, para comprar o apartamento no residencial.

Naquela época, a advogada Alessandra Mendes Monteiro estava grávida, e o casal comprou, inclusive, os móveis planejados, pois havia pressa para se mudar.

Até hoje, nada. “A gente esperava que fosse entregar de fato.

Planejei o quarto do meu filho à época.

A gente fez com marcenaria.

Hoje, no caso, eu teria que adaptar o projeto”, conta a advogada.

Compradores esperam há dez anos a entrega do Residencial Orion, em Mogi Mirim (SP) Reprodução/EPTV A associação de moradores diz que está disposta a negociar de forma administrativa para resolver o problema e garantir a entrega dos apartamentos, mas afirma que não consegue avançar. “A gente poderia achar uma solução para o empreendimento.

Reconhecendo que existe uma dificuldade da incorporadora, que todo mundo está sujeito a passar por isso, mas a gente também quer terminar o empreendimento, a gente está disposto a dialogar com eles e buscar o término de uma forma conjunta.

Só que esse diálogo não está sendo possível, eles não estão querendo dialogar conosco”, diz Anderson Oliveira, representante da associação.

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