Cantareira termina período chuvoso com déficit e deve operar no limite até o fim do ano
Sistema Cantareira ainda segue em situação de cris Pablo Jacob/GESP O verão terminou, mas as chuvas não foram suficientes para aliviar a seca no Sistema Cantareira, principal reservatório que abastece a capital paulista.
A estação terminou com o reservatório no pior nível após o período chuvoso dos últimos dez anos.
Hoje, não há nem metade do reservatório cheio para enfrentar o período seco que vai até setembro.
Isso pressiona a cidade e deve manter restrições.
O sistema vem enfrentando uma seca constante desde o ano passado.
No início do ano, projeções do Cemaden indicavam que, se a chuva ficasse dentro da média no verão, o sistema atingiria 40% de sua capacidade.
A previsão se concretizou e, atualmente, o sistema opera com 44% de volume útil.
Governo de SP mantém redução de pressão da água por 10 horas à noite na Grande SP por risco de escassez Ou seja, o reservatório termina o verão sem chegar nem mesmo à metade, mesmo a cidade tendo enfrentado restrições, com bilhões de litros a menos na rede.
Agora, o grande desafio é enfrentar o período seco, que se inicia oficialmente em abril, utilizando o estoque atual para atender a população e sem expectativa de novas recargas consideráveis até setembro. 🔴 Para ter dimensão do problema: o estado de São Paulo é abastecido por um conjunto que reúne sete reservatórios interligados, entre eles o Sistema Cantareira.
Toda essa água abastece quase 8 milhões de pessoas.
Se o padrão recente de escassez se repetir, o sistema pode cair para cerca de 25% até setembro.
Esse contexto forma um cenário de crise no abastecimento até o fim do ano, o que pode levar a restrições ainda maiores na distribuição de água para a população.
Esse é o pior índice que já vimos em 10 anos para um fim de verão.
Estamos em um momento crítico, é preciso olhar para isso com essa gravidade.
O que pode acontecer com o Cantareira?
Cantareira não chega a metade do volume com chuvas do verão Arte/g1 Para estimar o que pode acontecer com o sistema Cantareira nos próximos meses, pesquisadores do Cemaden fizeram uma análise considerando possíveis cenários de chuva em São Paulo.
Eles levam em consideração a média — ou seja, o que historicamente chove nessa região.
Esse número é resultado de mais de uma década de observações.
Depois, analisaram o que aconteceria em cenários em que a chuva fosse 25% ou 50% inferior ao esperado. 🔴 Vale dizer que o verão terminou com chuvas 15% abaixo da média, e os índices abaixo do esperado vêm se repeti
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